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BRASIL

Associação alerta para riscos após alteração nas regras de trânsito

A segurança viária é um tema crucial e está diretamente relacionada à velocidade nas vias. Você sabia que apenas um pequeno aumento de 5% na velocidade permitida pode elevar em até 20% o número de mortes? Isso segundo a Associação Brasileira de Medicina d

09/03/2026

09/03/2026

A segurança viária é um tema crucial e está diretamente relacionada à velocidade nas vias. Você sabia que apenas um pequeno aumento de 5% na velocidade permitida pode elevar em até 20% o número de mortes? Isso segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet). Esse dado alarmante é o alicerce da nova diretriz Tolerância Humana a Impactos: implicações para a segurança viária, que nos faz repensar as velocidades nas estradas.

Recentemente, entrou em vigor uma medida provisória que permite a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) sem exames. Mas será que estamos considerando adequadamente os riscos biológicos associados à velocidade nas rodovias?

Quais os riscos de aumentar a velocidade permitida?

Segundo a Abramet, a nova diretriz enfatiza que qualquer decisão sobre limites de velocidade deve levar em conta os limites biomecânicos do corpo humano. A energia liberada em acidentes cresce rapidamente com a velocidade, superando a capacidade natural de absorção do impacto, principalmente entre os usuários mais vulneráveis das vias, como pedestres, ciclistas e motociclistas.

“A diretriz parte de um princípio central: o corpo humano possui limites biomecânicos inegociáveis e eles devem ser o ponto de partida das políticas públicas de trânsito”, destacou o comunicado da Abramet.

Como pequenas mudanças de velocidade podem salvar vidas?

Reduções mínimas nas velocidades permitidas têm um impacto expressivo na diminuição do risco de mortes. Por outro lado, aumentos modestos ampliam, de forma desproporcional, a gravidade dos acidentes. A expansão das frotas de SUVs, que apresentam maiores riscos em velocidades moderadas, é outro fator de preocupação para a segurança de pedestres e ciclistas.

Além disso, a velocidade é responsável por 90% da energia transferida ao corpo da vítima em colisões com usuários fora do veículo. Dados recentes mostram que pedestres, ciclistas e motociclistas lideram internamentos hospitalares por acidentes de trânsito, um cenário agravado por velocidades altas e infraestrutura inadequada.

Qual é o papel do médico do tráfego na renovação da CNH?

A diretriz destaca a sensibilidade da atuação dos médicos do tráfego, especialmente com a renovação automática da CNH. Condições clínicas como envelhecimento e doenças neurológicas reduzem a tolerância a impactos e requerem avaliações periódicas dos motoristas.

O documento sublinha que a aptidão para dirigir varia com a saúde, idade e exposição ao risco, sugerindo que a renovação não deve ser automática para todos os casos.

O que muda com as renovações automáticas da CNH?

O novo programa de renovação automática, traz benefícios financeiros significativos, economizando R$ 226 milhões em taxas e exames. Grande parte das renovações automáticas está acontecendo com motoristas de carros, mas é preciso cuidado, pois a abordagem não se aplica a todos.

Para participar, os condutores devem estar isentos de infrações por 12 meses e realizar o cadastro no aplicativo Carteira Digital de Trânsito ou no Portal da Senatran.

Quem não tem direito à renovação automática da CNH?

Alguns grupos, como motoristas acima de 70 anos, não têm direito à renovação automática e precisam fazer o processo nos Detrans estaduais. Isso também vale para aqueles que têm condições médicas que exigem acompanhamento contínuo ou cujas CNHs estejam vencidas há mais de 30 dias.

Motoristas com mais de 50 anos podem obter a renovação automática apenas uma vez a cada cinco anos.

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Com informações da Agência Brasil

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