Policiais civis da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) do Rio de Janeiro realizaram uma operação impactante nesta terça-feira (10). Um professor universitário, até então respeitado, foi preso sob a acusação de abusar sexualmente de quatro menores. Além disso, ele é acusado de produzir e armazenar vídeos e fotografias dessas agressões. O professor de direito foi detido em casa, no bairro do Grajaú, zona norte do Rio de Janeiro.
Investigações revelaram um esquema em que o suspeito, usando sua posição de advogado, explorava a vulnerabilidade financeira de famílias carentes, muitas vezes dependentes de um projeto de assistência jurídica do qual ele fazia parte. Essa relação de confiança, essencial para seu papel de apoio jurídico, era também o meio que ele utilizava para aliciar crianças e adolescentes.
Qual foi o modus operandi do acusado para aliciar as vítimas?
A apuração indicou que o suspeito, além de advogado, atuava como professor universitário, ministrando cursos de Direito Penal e participando do Núcleo de Prática Jurídica. Essa posição lhe proporcionava acesso direto a famílias em situação de extrema necessidade. Era nesse ambiente que ele se aproveitava da fragilidade econômica das famílias para conquistar a confiança das crianças e adolescentes.
"Como forma de atrair e manter a proximidade com as vítimas, ele oferecia pequenos benefícios, especialmente lanches e alimentos, criando um ambiente de aparente informalidade e confiança", relata a corporação.
Os encontros, realizados na casa do acusado, local onde ocorriam os abusos, eram registrados em vídeo e fotografias. Os materiais mostram o professor interagindo de forma evidente com as vítimas durante os atos.
Qual a extensão das provas contra o professor?
Durante a diligência que culminou na prisão do professor, os agentes encontraram não apenas materiais incriminatórios referentes aos abusos, mas também substâncias entorpecentes, que agora serão objetos de investigações adicionais. De acordo com a polícia, a prisão preventiva foi decretada por crimes de estupro de vulnerável e produção e posse de pornografia infantil.
"A partir de intenso trabalho investigativo, cruzamento de dados e análise de inteligência, os agentes da DCAV identificaram duas vítimas, de 10 e 14 anos, ambas moradoras de comunidade do Rio, havendo ainda indícios da existência de outras vítimas", informou a polícia.
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Com informações da Agência Brasil