Em um cenário de saques contínuos da poupança, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demanda alternativas criativas para o financiamento do setor imobiliário. Nesta sexta-feira (1°), ele instou a equipe de governo e o Banco Central a explorarem novas soluções para sustentar o crédito habitacional, crucialmente abastecido pela caderneta de poupança.
Esta iniciativa se posiciona como vital para assegurar que programas como Minha Casa, Minha Vida continuem viáveis, expandindo o acesso habitacional à classe média. O destaque do presidente sublinha a necessidade de adaptação e inovação diante do atual panorama econômico.
Como o governo planeja financiar o setor imobiliário?
Lula revela que, em junho, o governo se comprometeu com um significativo programa habitacional, incluindo não apenas casas para os menos favorecidos, mas também para aqueles que ganham até R$ 12 mil mensais. No entanto, ele frisou na cerimônia do Palácio do Planalto: "Nós precisamos de respostas rápidas!".
Ao cobrar soluções, o presidente solicitou diretamente aos ministros Jader Filho e Rui Costa, além de líderes da Caixa Econômica e Banco Central, uma proposta definitiva, ressaltando a importância desse pacto para atender uma fatia considerável da população.
Por que a poupança está no centro da discussão?

Em 2025, houve um saldo negativo de R$ 49,6 bilhões nas retiradas líquidas da poupança, com a taxa básica de juros Selic encorajando investimentos mais atrativos. Ainda assim, junho trouxe um alívio com uma entrada líquida de R$ 2,1 bilhões, porém insuficiente para modificar o quadro geral.
Quais soluções estão sendo propostas para o financiamento?
Como parte das medidas sugeridas, o ministro Jader Filho propõe a liberação dos depósitos compulsórios da poupança, atualmente em 20%, a serem redirecionados para o mercado imobiliário com juros controlados. "Precisamos garantir que esses recursos realmente cheguem ao setor habitacional", defendeu Jader.
"Os juros controlados são essenciais para esse recurso se destinar somente à habitação, garantindo que a classe média tenha acesso ao crédito", complementou.
Como está a execução do Minha Casa, Minha Vida?
Durante a cerimônia, Lula celebrou a entrega de 1.876 residências em seis cidades do Norte e Nordeste. As melhorias no novo formato incluem estruturas mais amplas e localizações convenientes, reforçando o compromisso com dignidade e bem-estar. "A segurança vem de se ter uma casa, uma escola próxima, acesso à saúde e infraestrutura adequada", ressalta o presidente.
Assim, enquanto o governo busca por soluções, destaca-se o empenho em garantir moradias dignas e acessíveis, reafirmando seu compromisso com o povo brasileiro.
Com informações da Agência Brasil