Na última sexta-feira (10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou um novo modelo de crédito imobiliário destinado a ampliar o acesso da classe média ao financiamento de imóveis. O anúncio foi realizado durante o evento Incorpora 2025, em São Paulo – um dos encontros mais significativos do setor. Quer descobrir como isso pode afetar sua vida e seu bolso? Continue lendo para entender todos os detalhes.
O novo modelo propõe a utilização dos recursos da poupança como principal referência para financiamentos habitacionais, encerrando a prática dos depósitos compulsórios no Banco Central (BC). Isso certamente abrirá novas oportunidades para quem planeja financiar um imóvel. Então, o que será do financiamento imobiliário em um futuro próximo? Vamos explorar.
Qual é o impacto do novo modelo de crédito imobiliário?
A transição do atual modelo para o novo esquema começará ainda este ano e deve estar completamente implementada até janeiro de 2027. Durante essa fase, o percentual de recursos da poupança direcionados ao crédito habitacional será gradualmente ajustado. Esse movimento busca atender especialmente às famílias que almejam adquirir um imóvel, mas enfrentam dificuldades devido às regras atuais.
Como fica a referência de valores?
No novo sistema, todo o montante depositado na poupança será uma referência crucial para os financiamentos habitacionais e incluirá tanto o Sistema Financeiro da Habitação (SFH) quanto o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). A partir de agora, a expectativa é que os bancos destinem mais dinheiro para esse fim, ampliando o acesso ao crédito para a classe média.
Por que a poupança é tão relevante?
Atualmente, 65% dos recursos captados pelos bancos da poupança são obrigatoriamente convertidos em crédito imobiliário. Contudo, com a mudança, essa obrigatoriedade será eliminada, permitindo uma maior flexibilidade para os bancos e impulsionando o setor imobiliário a crescer em ritmo acelerado. Você é um dos muitos que podem começar a sonhar com sua casa própria?
O que acontece com os depósitos compulsórios?
Hoje, os bancos precisam reservar 20% de seus recursos da poupança como depósito compulsório no Banco Central, enquanto 15% podem ser usados para outras finalidades. Durante o período de transição, esses compulsórios serão reduzidos para 15%, admitindo que 5% sejam aplicados sob o novo regime, ampliando assim o fluxo de capital para o crédito habitacional.
Por que agora?
Entre 2023 e 2025, houve um declínio significativo nos depósitos da poupança devido à manutenção da Selic em alta, o que tornou outros investimentos mais atrativos. Essa mudança tenta reverter essa tendência, criando um ambiente mais favorável ao financiamento de imóveis enquanto aquece o mercado habitacional.
Qual é a visão do governo sobre essa mudança?
O governo destaca que "o novo modelo aumenta a competição, pois incorpora os depósitos interfinanceiros imobiliários ao direcionamento, permitindo que instituições que não captam poupança também concedam crédito habitacional em condições equivalentes às demais". Isso sugere um cenário mais competitivo e inclusivo para os consumidores.
Com informações da Agência Brasil