O futuro das finanças dos brasileiros pode estar prestes a mudar com a nova reforma do imposto de renda. Robson Barreirinhas, o secretário especial da Receita Federal, fez uma declaração impactante nesta terça-feira (21), chamando a atenção para a importância dessa reforma para cada cidadão. Você já parou para pensar como a isenção do imposto de renda pode impactar seu dia a dia? Esse tema foi debatido na audiência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, destacando a proposta do PL 1.087/2025, que visa isentar de cobrança aqueles cuja renda não ultrapasse os R$ 5 mil mensais.
O projeto, que já foi aprovado de forma unânime na Câmara, está agora nas mãos do Senado. Mas o que realmente está em jogo nessa discussão?
Como a defasagem de tarifas afetou o imposto de renda?
Barreirinhas destacou um fator crucial: durante 2015 a 2022, a tabela do Imposto de Renda ficou sem atualização, resultando em uma defasagem de quase 60%. Ele pondera que, se a correção tivesse ocorrido conforme planejado, a pauta atual poderia ser bem diferente. Em suas palavras: “É importante lembrar que a tabela do Imposto de Renda ficou sem correção de 2015 a 2022, uma defasagem de quase 60% da tabela. Se a tabela do imposto de renda fosse atualizada como foi no período anterior a 2015, não estaríamos tendo essa discussão da reforma”.
Quais os benefícios da nova proposta para você?
Se você ganha até R$ 3.036 atualmente, já está isento do imposto. Mas caso a proposta se concretize, essa isenção se ampliará em 2026 para aqueles que recebem até R$ 5 mil. Além disso, haverá um desconto significativo para rendas que variam entre R$ 5.000,01 até R$ 7.350,00.
- Isenção para quem ganha até R$ 5 mil
- Desconto de R$ 978,62 para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350,00
- Benefício direto para mais de 26,6 milhões de contribuintes
O governo estima que essa mudança impactará positivamente mais de 26,6 milhões de brasileiros até 2026.
Como o governo equilibrará as contas?
Com a estimativa de R$ 25,8 bilhões de custo com a isenção, a proposta inclui a tributação de pessoas com rendimentos acima de R$ 600 mil por ano, resultando em uma alíquota progressiva que pode chegar até 10%. Will isso realmente equilibrar os sacrifícios?
André Horta Melo, do Comsefaz, menciona a importância de tributar dividendos, uma prática que favorece a redução de desigualdades. “Essa exceção brasileira termina com esse projeto de forma muito louvável, porque é um país desigual, e é justamente na tributação dos dividendos que é mais fácil exercitar a redução de desigualdades e isso está faltando no nosso sistema tributário. Essa volta da tributação de dividendos é central nesse projeto”, afirmou Melo.
Fique de olho nas mudanças e pense em como isso pode afetar suas finanças. Para mais informações, você pode seguir as atualizações no canal da Agência Brasil no WhatsApp.
Com informações da Agência Brasil