Você já percebeu que alguns preços de alimentos estão caindo? Pois é, em outubro, os preços de alimentos e bebidas recuaram 0,02% na média, marcando o quinto mês consecutivo de deflação nessa categoria. De junho a outubro, houve uma redução de 0,98% nos preços. Esses dados foram levantados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 24 de outubro. Este índice também mostrou uma desaceleração para 0,18% em outubro, menor que os 0,48% do mês anterior.
Imagine-se comprando menos e gastando menos com compras essenciais. Não é motivador? No período de setembro de 2024 a maio de 2025, você deve ter sentido o impacto da inflação, com nove meses seguidos de aumento nos preços de alimentos e bebidas, uma consequência de fatores como problemas climáticos. Felizmente, agora temos cinco meses de queda contínua, com outubro registrando uma leve deflação. Isso faz uma diferença direta no bolso.
Quais foram as maiores quedas de outubro?
Vamos falar do que realmente importa: no IPCA-15 de outubro, alguns alimentos essenciais tiveram quedas significativas. A cebola, por exemplo, caiu 7,65%, enquanto os ovos de galinha reduziram 3,01%. O arroz e o leite longa vida também ficaram mais baratos, sinalizando um alívio para quem precisa esticar o orçamento mensal.
- Cebola: -7,65%
- Ovo de galinha: -3,01%
- Arroz: -1,37%
- Leite longa vida: -1%
As surpresas da cesta de outubro
Além dos itens essenciais, outros produtos também surpreenderam com quedas de preço notáveis, como o pepino (-24,43%) e a abobrinha (-20,80%). Embora esses itens tenham um impacto menor no índice geral, é interessante ver tamanha flutuação em seus preços.
- Pepino: -24,43%
- Abobrinha: -20,80%
- Morango: -15,63%
- Peixe castanha: -12,68%
O que vem pela frente?
Segundo Felipe Queiroz, economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados, esse movimento pode ser um vislumbre para o centro da meta de inflação definida pelo governo, que é de 3% ao ano, com uma margem de 1,5 ponto percentual. Isso significa que o momento é propício para melhorar seu planejamento financeiro com a redução dos preços nos supermercados.
Queiroz acredita que, com a produção recorde de grãos, a tendência de queda nos preços pode continuar. "Estamos confiantes de que a inflação seguirá desacelerando nos próximos meses, graças a uma safra recorde que está por vir”, comenta, enfatizando a importância desse cenário para as famílias brasileiras.
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Com informações da Agência Brasil