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ECONOMIA

Poupança tem retirada líquida de R$ 9,7 bilhões em outubro

Novidades impactantes no mundo das finanças: a caderneta de poupança experimentou mais um mês de declínio em outubro. Desta vez, a diferença entre as saídas e entradas foi de expressivos R$ 9,7 bilhões, como evidencia o relatório do Banco Central divulgad

07/11/2025

07/11/2025

Novidades impactantes no mundo das finanças: a caderneta de poupança experimentou mais um mês de declínio em outubro. Desta vez, a diferença entre as saídas e entradas foi de expressivos R$ 9,7 bilhões, como evidencia o relatório do Banco Central divulgado nesta sexta-feira (7). Você já parou para pensar nas razões por trás deste fenômeno persistente?

No total, os depósitos somaram R$ 351,9 bilhões no mês passado, enquanto os saques alcançaram R$ 361,6 bilhões. Mesmo com os rendimentos creditados nas contas de poupança atingindo R$ 6,4 bilhões, o saldo total ainda gira em torno de R$ 1 trilhão.

Por que a saída de recursos da poupança continua?

Outubro marca o quarto mês consecutivo de saldo negativo para a poupança, seguindo a tendência dos primeiros meses do ano. Apesar de maio e junho terem registrado entradas líquidas, no acumulado de 2025, já há um resgate líquido de R$ 88,1 bilhões. Mas o que tem levado tantos a retirarem suas economias?

Como a alta da Selic influência nas decisões de investimento?

Um dos principais fatores que impulsionam os saques é a alta persistente da Selic. Com uma taxa de 15% ao ano, segundo decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) desde julho, muitos veem mais vantagem em aplicar seus recursos em investimentos com rendimentos superiores. Vale lembrar que, nos anos de 2023 e 2024, as retiradas líquidas foram de R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente.

O impacto da política do Banco Central na sua vida financeira

O grande objetivo por trás da manutenção de uma Selic elevada é o controle da inflação, cujo alvo para 2025 é 3%. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a medida oficial da inflação brasileira, acumulou 5,17% nos 12 meses até setembro. Consequentemente, ao aumentar os juros, a intenção é moderar a demanda, tornando o crédito mais caro e incentivando a poupança a longo prazo.

E você, está reavaliando suas estratégias de poupança e investimento?



Com informações da Agência Brasil

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