A reforma tributária no Brasil está batendo à porta e promete transformar a forma como as empresas lidam com seus tributos. Com a primeira etapa programada para entrar em vigor em 1º de janeiro, uma pesquisa revela que 72% das empresas de médio e grande porte ainda não estão prontas para essas mudanças significativas. O levantamento, realizado pela empresa de tecnologia V360, envolveu 355 companhias dos mais diversos setores, como varejo, indústria e agronegócio, destacando o desconhecimento e a falta de preparação que ainda imperam às vésperas dessa mudança.
A pesquisa aponta que a maioria dessas empresas está concentrada na Região Sudeste do Brasil, e 33,2% delas ainda não discutiram internamente os impactos da reforma. Ainda mais preocupante é o fato de que apenas 28,1% já elaboraram um plano estruturado de adaptação. A reforma tributária, aprovada em 2023 e regulamentada este ano, busca unificar tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS em dois novos impostos: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).
Você está preparado para a transformação tributária?
As mudanças começam a ser implementadas a partir de 2026, de forma progressiva. Mas, o que isso significa para sua empresa? Iniciar a transição e adaptar os processos internos é uma questão de sobrevivência. Falhas nesse processo podem resultar em bloqueios de faturamento e problemas com fornecedores, comprometendo o fluxo de caixa e as operações.
Um dos maiores desafios é a nova sistemática de notas fiscais, que traz cerca de 200 novos campos. Isso exige um novo olhar sobre como a sua empresa emite e recebe notas fiscais, um ponto crucial que ainda não está sendo trabalhado pela maioria das companhias. Segundo o estudo, essa é uma área que pode ser profundamente impactada pela reforma.
Como evitar os imprevistos na sua adequação?
A V360 destaca que, sem a adaptação para a emissão e liquidação das novas notas fiscais eletrônicas, a empresa pode simplesmente parar. Portanto, é vital correr contra o tempo e investir nas mudanças necessárias. Isso inclui a adoção de duplicatas escriturais e a automação dos processos fiscais, algo que somente 11,5% das empresas já estão fazendo de forma integral.
Embora muitos empresários ainda se apoiem em controles manuais, a automação tem se mostrado cada vez mais crucial. O uso de ferramentas específicas para validação automática de documentos fiscais é uma estratégia de prevenção contra atrasos e inconsistências tributárias. De acordo com a pesquisa, 67% ainda não adotaram tais ferramentas, correndo o risco de enfrentar sérios desafios.
Não incluiu a reforma no orçamento? E agora?
Muitas empresas não consideraram os custos de adaptação em seus orçamentos de 2025, o que pode levar a uma corrida por consultorias especializadas e soluções de automação nos próximos meses. A chave para enfrentar estas mudanças está na rápida implementação de sistemas integrados de gestão fiscal e na consulta a especialistas que possam ajudar nessa transição.
A V360, atuante na automação de pagamentos corporativos e gestão fiscal, exemplifica a importância de estar preparado para essas transformações. Investir agora em adaptação pode ser a diferença entre sucesso e complicações graves no futuro próximo.
Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
Com informações da Agência Brasil