Você sabia que 22% das exportações brasileiras para os Estados Unidos ainda enfrentam sobretaxas? Essa informação foi compartilhada pelo presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, no Palácio do Planalto. Ele revelou que, após a recente decisão norte-americana de retirar 238 itens do chamado "tarifaço", ainda há uma significativa parcela de exportações sujeitas a tarifas adicionais.
Embora essa nova decisão represente um avanço considerável nas relações comerciais entre os dois países, a caminhada ainda não chegou ao fim. Quer saber quais produtos foram beneficiados e como o Brasil está lidando com essa questão? Continue lendo!
Quais produtos ficaram livres da tarifa de 40%?
A medida recente do governo de Donald Trump revogou a tarifa de 40% sobre uma série de produtos agrícolas brasileiros. Itens como café, carne bovina, banana, tomate, açaí, castanha de caju e chá estão agora isentos dessa sobretaxa. A isenção, aplicada retroativamente a 13 de novembro, também permite o reembolso de produtos já exportados, representando um alívio financeiro imediato para os exportadores.
O impacto econômico dessas mudanças
De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), das exportações totais de US$ 40,4 bilhões do Brasil aos EUA em 2024:
- US$ 8,9 bilhões continuam sujeitos à tarifa adicional de 40%;
- US$ 6,2 bilhões enfrentam a tarifa extra de 10%;
- US$ 14,3 bilhões estão isentos de sobretaxas;
- US$ 10,9 bilhões permanecem sob as tarifas da Seção 232, afetando setores como siderurgia e alumínio.
A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, destacou que a parcela de exportações totalmente livre de tarifas adicionais cresceu 42% desde o início das restrições, embora alertando que o setor industrial segue amplamente impactado.
Como o Brasil está negociando para melhorar esta situação?
Segundo Alckmin, as negociações com os EUA foram impulsionadas por um diálogo recente entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo brasileiro enviou uma proposta de acordo comercial em 4 de novembro, que mantém a busca por retirar mais produtos da lista tarifada, além de discutir temas como terras raras, big techs e energia renovável.
Outro ponto importante foi a questão levantada por Lula sobre a Lei Magnitsky, relacionada a sanções contra autoridades brasileiras.
Quais setores ainda enfrentam desafios?
Apesar da aliviada para os produtos agrícolas, os produtos industriais ainda são motivo de preocupação. Setores que produzem bens de maior valor agregado ou por encomenda têm mais dificuldade em redirecionar exportações para outros mercados, prolongando o impacto das tarifas adicionais.
Alckmin se mostrou otimista, afirmando que o governo continuará a buscar novas exceções para produtos industriais, na esperança de que as barreiras diminuam ainda mais.
Com informações da Agência Brasil