
Se você está planejando uma viagem para Belém, é bom saber que os preços por lá sofreram um aumento significativo recentemente. No mês de novembro, os custos de hospedagem mais que dobraram, registrando um aumento de incríveis 155,24% comparado ao mês anterior. E os voos para a capital paraense também ficaram 25,32% mais caros. O que está por trás dessa alta nos preços?
Essas informações foram divulgadas pelo IPCA-15, uma prévia da inflação oficial do Brasil, anunciada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado chama a atenção especialmente para quem vive ou está pensando em visitar Belém. Vamos entender o que está acontecendo?
Por que a inflação em Belém foi tão alta em novembro?
A alta nos preços em Belém está fortemente relacionada a dois eventos importantes no cenário internacional: a COP30 e a Cúpula do Clima. A cidade recepcionou líderes mundiais, o que gerou uma demanda excepcional por hospedagens e serviços aéreos. É importante notar que essa pressão fez com que a inflação de Belém ficasse em 0,67% - a maior entre as 11 regiões avaliadas mensalmente pelo IBGE.
Como o aumento de preços em Belém afeta o restante do Brasil?
Mesmo que localização do evento seja concentrada, o impacto se espalha por todo o país. O professor Gilberto Braga, especialista do Ibmec-RJ, destaca que as conexões aéreas criadas para atender a alta demanda em Belém influenciam outros aeroportos. Em suas palavras: "Acaba que, mesmo quem não foi para o destino Belém, acaba sendo influenciado pela necessidade de conexões em outros aeroportos que fazem hub."
O que esperar do índice oficial de inflação de novembro?
É interessante notar que o IPCA-15 não capturou o período completo da COP30, já que a pesquisa se deu entre 14 de outubro e 13 de novembro. No entanto, o IPCA “cheio”, que irá refletir todo o mês de novembro, deve apresentar um cenário ainda mais claro sobre esses impactos quando for divulgado em 10 de dezembro.
Com eventos de grande porte como a COP30 em Belém, é possível que vejamos um reflexo nas estatísticas nacionais. E você, já pensou em como esses índices podem influenciar o seu cotidiano e decisões financeiras?
Com informações da Agência Brasil