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ECONOMIA

Governo quer regulamentar mercado de carbono até fim de 2026

Até 2026, o governo brasileiro planeja implementar todas as normas necessárias para o mercado regulado de carbono, conforme anunciado pela secretária extraordinária do Mercado de Carbono, Cristina Reis. Esse marco faz parte de uma estratégia maior para in

27/11/2025

27/11/2025

Até 2026, o governo brasileiro planeja implementar todas as normas necessárias para o mercado regulado de carbono, conforme anunciado pela secretária extraordinária do Mercado de Carbono, Cristina Reis. Esse marco faz parte de uma estratégia maior para introduzir o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), esperado para operar em 2030.

Criada recentemente, a secretaria é responsável por estabelecer as bases desse novo sistema, com o objetivo de mitigar efeitos climáticos e, potencialmente, reforçar o crescimento econômico. Apesar das expectativas, Reis ressalta que o mercado de carbono não é uma "bala de prata" para os desafios climáticos.

Como o mercado de carbono pode impactar a economia brasileira?

O novo mercado de carbono não apenas foca na redução das emissões, mas também promete gerar oportunidades econômicas significativas. Projeções indicam que ele poderia acrescentar 6% ao crescimento econômico até 2040 e 8,5% até 2050. Com a participação de diversos setores, incluindo empresas e comunidades indígenas, o SBCE se afirma como um projeto inclusivo e multifacetado.

Qual é o papel do Brasil no cenário internacional de carbono?

A subsecretária de Regulação e Metodologias, Ana Paula Machado, destaca a importância de ajustar a economia nacional para um contexto global onde a precificação do carbono se torne uma realidade inevitável. O foco é em criar um ambiente competitivo internacionalmente, onde o Brasil possa monitorar adequadamente suas emissões e precificar o carbono nas cadeias produtivas.

Que oportunidades a reforma tributária traz para o mercado de carbono?

Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, vê a criação da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono como uma chance única, possibilitada pela reforma tributária. Esse movimento é parte do Plano de Transformação Ecológica do governo, que busca modernizar instrumentos de financiamento como o Fundo Clima, além de fortalecer a economia de baixo carbono.

Durigan afirma que a secretaria é um marco essencial para estruturar o mercado de carbono, destacando que este início representa um compromisso contínuo com a descarbonização desde 2023.

A expectativa é de que a regulamentação desse mercado fortaleça investimentos em tecnologias limpas, impulsionando a competitividade industrial do país ao mesmo tempo que promove uma transição mais verde.



Com informações da Agência Brasil

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