O mercado de petróleo viveu mais um dia intenso nesta sexta-feira. Os contratos futuros do petróleo nos Estados Unidos subiram expressivos 12,21%, refletindo as tensões crescentes no Oriente Médio. Tudo isso tem a ver com o fechamento do Estreito de Ormuz, uma ação resultante de conflitos envolvendo os EUA, Israel e Irã. Esse cenário está impactando a oferta de petróleo, já que a região é um ponto crucial para o transporte dessa commodity.
Enquanto isso, os futuros do petróleo Brent, referência internacional, também seguiram em alta, mas com um ganho de 8,52%. Na prática, isso significa que o barril de Brent está custando cerca de US$ 92,69, enquanto o petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) fechou a semana a US$ 90,90 o barril. O desequilíbrio entre os dois pode ser compreendido pela busca incessante dos compradores por barris nos EUA, dado o potencial de escassez gerado pela situação no Oriente Médio.
Por que os contratos futuros de petróleo dos EUA subiram mais que os do Brent?
Os últimos dias têm sido marcados por ganhos relevantes nos futuros americanos em comparação com o Brent. "Os refinadores e as casas comerciais estão buscando barris alternativos, e os EUA são o maior produtor", explica Giovanni Staunovo, analista do UBS. Essa busca incessante por alternativas surge da necessidade de manutenção dos estoques, evitando que se esgotem rapidamente por meio de exportações elevadas, o que reequilibra o mercado em favor das opções americanas.
Janiv Shah, vice-presidente de análise de petróleo da Rystad Energy, acrescenta que a diferença de ganhos também é influenciada pela força das refinarias da Costa do Golfo dos EUA sobre as margens e as arbitragens para a Europa, além das posições de Washington sobre os futuros.
Será que o preço do barril vai chegar aos US$ 100?
Esse tem sido o grande tema entre analistas e especialistas. Em entrevista ao Financial Times, o ministro de energia do Catar afirmou que as exportações dos produtores do Golfo Pérsico podem ser interrompidas em breve, potencialmente levando o preço do barril a impressionantes US$ 150. "O pior cenário possível está se desenvolvendo diante de nossos olhos", alerta John Kilduff, da Again Capital, sugerindo que as previsões de barril a US$ 100 estão cada vez mais perto de se concretizar.
Foi no último sábado que os EUA e Israel lançaram ataques ao Irã, levando à resposta imediata desse país ao interromper a passagem de navios-tanque pelo estratégico Estreito de Ormuz. Com o bloqueio, cerca de 20% da demanda mundial de petróleo, o equivalente a 140 milhões de barris, deixou de ser transportado durante essa semana.
O impacto é profundo nas áreas de produção de energia no Oriente Médio, forçando fechamentos de refinarias e usinas de gás natural, e sinalizando uma possível nova era de volatilidade para o mercado de petróleo mundial.
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Com informações da Agência Brasil