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Argentina e Paraguai reforçam fronteiras contra Comando Vermelho

Na esteira da Operação Contenção que mobilizou os complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, uma reação em cadeia se desenrola além das fronteiras brasileiras. Em reposta ao combate intenso ao crime organizado, os governos da Argenti

30/10/2025

30/10/2025

Na esteira da Operação Contenção que mobilizou os complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, uma reação em cadeia se desenrola além das fronteiras brasileiras. Em reposta ao combate intenso ao crime organizado, os governos da Argentina e do Paraguai redobraram a vigilância em suas fronteiras com o Brasil para conter possíveis fugas de criminosos.

A ministra da Segurança argentina, Patricia Bullrich, anunciou em suas redes sociais que o patrulhamento foi intensificado como precaução contra a entrada de eventuais criminosos. Bullrich enviou um ofício à secretária de Segurança Nacional, Alejandra Monteoliva, determinando um aumento significativo do efetivo das tropas federais na fronteira. A ministra referiu-se aos membros do Comando Vermelho, facção criminosa brasileira, como narcoterroristas e destacou a importância de um trabalho conjunto com as autoridades brasileiras e paraguaias.

O que motivou o reforço na fronteira?

Um alerta do Comando Tripartite da Tríplice Fronteira, organização que facilita a cooperação policial entre Brasil, Argentina e Paraguai, impulsionou o Paraguai a adotar medidas de segurança extraordinárias. O Conselho de Defesa Nacional (Codena) do Paraguai destacou que a intensificação do controle migratório busca obstaculizar a fuga de integrantes do Comando Vermelho para seu território.

“Diante desta situação, desde as primeiras horas da última terça-feira (28), as instituições nacionais [paraguaias] de segurança competentes adotaram medidas extraordinárias de prevenção e vigilância em toda a fronteira”, explica o Codena.

A magnitude da Operação Contenção

A operação deflagrada no Rio de Janeiro, considerada a maior e mais letal dos últimos 15 anos no estado, resultou na morte de cerca de 120 pessoas, incluindo quatro policiais. O governo do estado classificou a operação como um "sucesso", destacando que todas as fatalidades foram de pessoas que resistiram à operação. Durante a ação, foram feitas 113 prisões, com 33 presos oriundos de outros estados. Além disso, as forças de segurança apreenderam 118 armas e uma tonelada de drogas.

Com um efetivo de 2,5 mil policiais, a operação tinha como objetivo frear o avanço do Comando Vermelho e executar 180 mandados de busca e 100 de prisão. Essa ação desencadeou um cenário de pânico na cidade, resultando no fechamento de vias, escolas e comércios devido aos confrontos e tiroteios.

As controvérsias em torno da operação

Apesar das justificativas do governo, a ação foi amplamente criticada por moradores e organizações, que a denunciaram como uma “chacina”. Relatos indicam que cadáveres foram encontrados com sinais de execução e tortura, o que gera pressão por parte da sociedade para que os eventos sejam minuciosamente investigados.



Com informações da Agência Brasil

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