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Gaza: 271 palestinos foram assassinados em um mês do cessar-fogo

O cessar-fogo na Faixa de Gaza já completa um mês e a situação permanece tensa. De acordo com o Hamas, nesse período, 271 palestinos foram mortos, entre eles 107 crianças. As feridas dos bombardeios também não foram poucas: 622 pessoas saíram feridas, das

10/11/2025

10/11/2025

O cessar-fogo na Faixa de Gaza já completa um mês e a situação permanece tensa. De acordo com o Hamas, nesse período, 271 palestinos foram mortos, entre eles 107 crianças. As feridas dos bombardeios também não foram poucas: 622 pessoas saíram feridas, das quais 221 são crianças. Esse cenário desesperador reflete a gravidade do momento e as dificuldades enfrentadas pela população local.

O Hamas também denuncia a insuficiência da ajuda humanitária que deveria estar chegando à região. Apenas 40% do prometido tem sido entregue, e enquanto isso, a vida segue com dificuldades no território. Acordo prevê chegada de 600 caminhões por dia, incluindo combustível, mas a realidade ainda está longe disso.

Por que a ajuda humanitária ainda não é suficiente?

No papel, o acordo parece robusto, mas a realidade é bem diferente. Segundo o Hamas, menos de 200 caminhões chegaram por dia no primeiro mês. Além disso, acusam que parte das entregas comerciais tem sido falsamente registradas como ajuda humanitária, o que coloca em cheque o compromisso com o bem-estar da população de Gaza.

Israel, por outro lado, deteve 35 moradores, dentre eles pescadores, e demole casas continuamente, ações que, segundo acusações, configuram violação dos direitos básicos dos habitantes locais.

O que Israel diz sobre a violação do cessar-fogo?

O governo de Israel tem suas próprias acusações contra o Hamas, acusando-o de romper o acordo ao permitir que supostos terroristas cruzem a linha amarela, colocando suas tropas em perigo. A Força de Defesa de Israel (FDI) reportou a identificação de dois terroristas cruzando essa linha na manhã desta segunda-feira.

Enquanto isso, o Hamas nega veementemente qualquer tipo de violação do acordo firmado.

Como ficam as operações da UNRWA com os bloqueios?

A Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA) continua enfrentando grandes obstáculos para operar na região. Israel continua bloqueando a entrada de suprimentos, uma ação que vai contra o parecer da Corte Internacional de Justiça (CIJ), que defende o direito da UNRWA de levar ajuda humanitária a Gaza.

Israel alega que a UNRWA tem favorecido o Hamas, mas tal acusação ainda não encontrou respaldo em provas conclusivas, segundo a CIJ. Segundo dados das Nações Unidas, até agora, nenhum dos caminhões que chegaram a Gaza tinha relação direta com a UNRWA.

Gráfico de ajuda humanitária para Gaza

Israel busca retorno dos reféns e destruição de túneis

Outro ponto crucial para Tel Aviv é a recuperação dos restos mortais de reféns. O ministro da Defesa, Israel Kartz, declarou que a destruição dos túneis do Hamas em Gaza é uma prioridade. "Até que todos os reféns mortos sejam devolvidos, continuaremos a agir", afirmou Kartz. A intenção é, acima de tudo, a desmilitarização completa de Gaza.

Nessa situação delicada, o Hamas afirma que a busca pelos restos mortais tem sido prejudicada pela destruição generalizada em Gaza. Até agora, eles localizaram 24 dos 28 corpos dos reféns, mas a busca continua, com cooperação de mediadores e da Cruz Vermelha para mapear esses achados. Eles garantem que o esforço para localizar os corpos remanescentes não cessa.



Com informações da Agência Brasil

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