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Mundo

Vice-presidente da Venezuela diz que país não será colônia dos EUA

Em um pronunciamento impactante, Delcy Rodríguez, a vice-presidente da Venezuela, clamou pela liberdade imediata de Nicolás Maduro. Isso aconteceu após uma série de eventos dramáticos em que o presidente venezuelano foi capturado por militares dos Estados

03/01/2026

03/01/2026

Em um pronunciamento impactante, Delcy Rodríguez, a vice-presidente da Venezuela, clamou pela liberdade imediata de Nicolás Maduro. Isso aconteceu após uma série de eventos dramáticos em que o presidente venezuelano foi capturado por militares dos Estados Unidos. Os bombardeios sobre o território venezuelano marcaram o início de uma invasão que reacendeu tensões históricas entre as duas nações.

Rodríguez, em uma postura firme, afirmou que a Venezuela resistirá bravamente contra a agressão norte-americana. Para ela e para muitos venezuelanos, o único presidente legítimo é Nicolás Maduro, e a vice-presidente não tem dúvidas de que seu país jamais voltará a ser uma colônia. Mas afinal, quais seriam as consequências desse conflito para o futuro da região?

Como a Venezuela está reagindo à ação dos EUA?

Logo após os pronunciamentos vindos da Casa Branca, Delcy convocou uma reunião com o Conselho de Defesa da Nação. Presentes estavam figuras importantes como o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, e o presidente do Tribunal Superior de Justiça, Caryslia Rodríguez, todos reforçando a necessidade de defender a soberania venezuelana.

Segundo Delcy, a captura de Maduro não passa de uma tentativa dos EUA de exercer controle sobre os valiosos recursos naturais do país. Pelas palavras da vice-presidente: "Todo o poder nacional da Venezuela foi acionado. Temos o dever sagrado de salvaguardar nossa independência nacional".

O que pode acontecer agora com Maduro e a Venezuela?

Embora o cenário seja de tensão, a vice-presidente exorta a população a manter a calma e fortalecer a união nacional contra o que considera uma corrida imperialista. Ela estabeleceu um tom de resiliência ao agradecer o apoio internacional e avisar que a Venezuela pode ser apenas o início de uma série de eventos globais.

"O que fizeram com a Venezuela hoje podem fazer com qualquer um. Esse uso brutal da força para quebrar a vontade do povo pode ser feito com qualquer país", declarou Delcy.

Por que os EUA agiram agora contra a Venezuela?

A situação atual revive memórias históricas de intervenções passadas, como ocorreu com Manuel Noriega no Panamá em 1989. Nos dois casos, os Estados Unidos justificaram suas ações baseando-se em supostas ligações com o tráfico de drogas. Maduro é acusado sem provas concretas de liderar o "cartel De Los Soles", algo questionável segundo especialistas.

Para alguns analistas políticos, esta intervenção pode estar mais ligada a interesses econômicos, como afastar a Venezuela de potências aliadas dos EUA – China e Rússia – e exercer um domínio sobre as vastas reservas petrolíferas venezuelanas, as maiores do planeta.

Mais do que uma disputa regional, este conflito levanta questões sobre o papel dos EUA no cenário internacional e os efeitos de suas políticas na América Latina e no equilíbrio global. Como isso influenciará o futuro geopolítico da região?



Com informações da Agência Brasil

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