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Saiba quem é Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela

Delcy Eloína Rodríguez Gómez, de 56 anos, é uma figura proeminente na política venezuelana e um nome histórico dentro do chavismo. Formada em direito pela Universidade Central da Venezuela (UCV), ela ocupa agora o cargo de presidente interina da Venezuela

05/01/2026

05/01/2026

Delcy Eloína Rodríguez Gómez, de 56 anos, é uma figura proeminente na política venezuelana e um nome histórico dentro do chavismo. Formada em direito pela Universidade Central da Venezuela (UCV), ela ocupa agora o cargo de presidente interina da Venezuela após o sequestro do presidente Nicolás Maduro. A confiança que Maduro deposita nela não é sem razão, tendo ela desempenhado papéis cruciais no governo e sendo reconhecida como mulher de confiança pelo líder venezuelano.

Nascida na capital Caracas, Delcy conquistou a vice-presidência em 2018, um cargo de nomeação direta do presidente no sistema político venezuelano, diferente da eleição direta como ocorre no Brasil. Desde então, ela foi acumulando responsabilidades, excercendo também papéis como ministra da economia e presidente da PDVSA, a estatal de petróleo na Venezuela, após os escândalos de corrupção em 2024.

Quem é Delcy Rodríguez?

Além de sua formação em direito, Delcy possui uma pós-graduação em Direito Social pela Universidade de Paris e um mestrado em Política Social pela Universidade de Birkbeck, em Londres. Esse currículo robusto a torna uma figura de elevado prestígio acadêmico e político no cenário venezuelano. Ela é irmã de Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, que também é um veterano do chavismo.

Saiba quem é Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela
Irmão de Delcy, Jorge Rodríguez é presidente da Assembleia Nacional da Venezuela - Reuters/Leonardo Fernandez Viloria

A professora Carla Ferreira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), elogia Delcy, considerando-a um "quadro político e teórico do mais alto gabarito". Em suas palavras, Delcy figura como a pessoa mais qualificada no atual cenário político venezuelano. Sua posição e trajetória a colocam como uma figura de peso para assumir a liderança do país neste momento conturbado.

Como a história de Delcy moldou sua carreira?

Delcy vem de uma família de militantes socialistas. Seu pai, Jorge Antonio Rodríguez, pagou um alto preço por suas crenças, sendo torturado e morto sob custódia estatal em 1976. Esse legado revolucionário claramente moldou Delcy, influenciando sua visão política e trajetória de vida. Crescendo num ambiente altamente politizado com apenas 10 anos quando seu pai faleceu, ela carrega essa carga histórica que se reflete em suas ações e ideologias até hoje.

Ela foi chefe de gabinete durante o governo de Hugo Chávez e, depois, ministra da comunicação sob a presidência de Maduro. Entre suas várias funções, destaca-se seu papel crucial na saída da Venezuela da OEA, evidenciando sua habilidade política em momentos decisivos.

Desafios atuais e a posição da Venezuela no cenário internacional

Delcy enfrenta o desafio de liderar a Venezuela em meio a um isolamento internacional crescente e sanções severas. Embargos financeiros e comerciais dificultam a vida econômica do país. Sendo alvo de sanções dos EUA e da União Europeia, a pressão externa sobre seu governo é imensa.

A ameaça do presidente Donald Trump contra Delcy reafirma os desafios externos enfrentados. Trump busca controle sobre os recursos venezuelanos, especialmente o petróleo, intensificando a tensão política. As declarações de Delcy, insistindo que a Venezuela não se tornará "colônia de qualquer império", representam um esforço de manter a integridade nacional em face de pressões externas.

Sobre as recentes declarações de cooperação com os EUA, a especialista Carla Ferreira acredita que é uma estratégia de sobrevivência diante da superioridade militar americana. Ela argui que, embora Delcy esteja aberta ao diálogo, não cederá aos comandos dos EUA facilmente, trazendo à tona as nuances de resistência tradicional do chavismo. A narrativa de traição tentada por rivais políticos é uma estratégia de desestabilização.



Com informações da Agência Brasil

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