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EUA recuam em acusar Maduro de liderar suposto Cartel de Los Soles

Em uma recente guinada legal no panorama das relações diplomáticas internacionais, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) recuou da acusação de que Nicolás Maduro liderava o Cartel de Los Soles. Essa decisão surpreendeu muitos, especialmente a

06/01/2026

06/01/2026

Em uma recente guinada legal no panorama das relações diplomáticas internacionais, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) recuou da acusação de que Nicolás Maduro liderava o Cartel de Los Soles. Essa decisão surpreendeu muitos, especialmente após a denúncia inicial de 2020, onde o então presidente venezuelano era apontado como líder dessa organização de narcotráfico. A nova abordagem legal surgiu após o polêmico sequestro de Maduro pelos EUA, sinalizando uma mudança significativa no tratamento do caso.

Nas acusações anteriores, o termo “Cartel de Los Soles” era mencionado extensivamente, tornando-se o centro das alegações. Então, o que mudou? Vamos explorar o que levou o Departamento de Justiça a ajustar sua estratégia e o que isso pode significar para a política e relações internacionais com a Venezuela.

Por que o Cartel de Los Soles quase sumiu das acusações?

No documento anterior, o nome “Cartel de Los Soles” aparecia dezenas de vezes, estabelecendo Maduro como líder. Contudo, na nova denúncia, essa referência foi drasticamente reduzida. A recente peça do Departamento de Justiça menciona o cartel apenas em segundo plano, sem conectar diretamente Maduro à liderança da organização.

Nicolas Maduro Moros, o réu – assim como o ex-presidente Chávez antes dele – participa, perpetua e protege uma cultura de corrupção em que poderosas elites venezuelanas lucram com o tráfico de drogas e proteção de parceiros traficantes”, descreve o documento, direcionando a narrativa para a corrupção sistêmica em vez de uma organização criminosa claramente definida.

Falta de provas consolida novo enfoque?

Com essa mudança, a dificuldade em comprovar a existência do cartel fica evidente. Gabriela de Luca, consultora sênior para Políticas sobre Drogas na União Europeia, observa que a ausência de provas contundentes para confirmar a formação de uma organização criminosa completa levou o Departamento de Justiça dos EUA a adotar uma abordagem mais segura. “Até o momento, não surgiram evidências sólidas para classificar o cartel como uma entidade criminosa tangível”, esclarece Gabriela, destacando como essa nova perspectiva pode fortalecer a acusação focada em condutas individuais de corrupção e tráfico.

EUA recuam em acusar Maduro de liderar suposto Cartel de Los Soles
Caracas 3/1/2026 - Fumaça sobe após múltiplas explosões durante invasão dos EUA - Vídeo Obtido pela Reuters/Proibida reprodução

O impacto das acusações na imagem de Maduro

Mesmo com o ajuste nas acusações, os EUA continuam a relacionar Maduro a crimes graves no narcotráfico. A denúncia recente o alega envolvido com grupos de narcoguerrilhas colombianas, como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN), além de cartéis mexicanos de renome mundial.

“Maduro Moros e seus cúmplices, durante décadas, fizeram parcerias com alguns dos narcotraficantes mais violentos do mundo, contando com a corrupção de funcionários para distribuir cocaína para os EUA”, afirma o documento, delineando um perfil preocupado com os efeitos desta associação no cenário internacional.

EUA recuam em acusar Maduro de liderar suposto Cartel de Los Soles
Advogada Gabriela de Luca, consultora sênior da União Europeia para Políticas sobre Drogas na América Latina e Caribe - Foto: Gabriela de Luca/Arquivo pessoal

Defesa de Maduro e a posição de Caracas

Maduro se declara inocente no tribunal estadunidense, afirmando ser um prisioneiro de guerra alvo de ações geopolíticas. O governo venezuelano acusa os EUA de fabricarem essas denúncias como pretexto para intervir e tomar controle das vastas reservas petrolíferas do país.

Em meio a essas tensões, Trump pressionou o novo governo venezuelano, liderado interinamente por Delcy Rodríguez, por acesso ao petróleo, enquanto argumenta que os recursos não podem ficar sob controle de nações consideradas adversárias.

Essa saga jurídica e política continua a se desenvolver, com implicações que poderiam moldar o equilíbrio de poder na América Latina e além.



Com informações da Agência Brasil

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