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Senado dos EUA aprova medida para barrar ações de Trump na Venezuela

Se você está acompanhando a situação política entre os Estados Unidos e a Venezuela, esta quinta-feira (8) trouxe uma importante atualização. O Senado dos EUA votou em uma medida que pode frear ações futuras do presidente Donald Trump na Venezuela sem o r

08/01/2026

08/01/2026

Se você está acompanhando a situação política entre os Estados Unidos e a Venezuela, esta quinta-feira (8) trouxe uma importante atualização. O Senado dos EUA votou em uma medida que pode frear ações futuras do presidente Donald Trump na Venezuela sem o respaldo do Congresso. A aprovação da proposta ocorre poucos dias após uma operação militar que culminou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cília Flores, em Caracas. Será que este é um novo capítulo nas relações internacionais entre os dois países?

Com um total de 100 senadores, a votação terminou com 52 parlamentares apoiando a limitação dos poderes presidenciais de Trump contra a Venezuela, enquanto 47 foram contrários à medida — com um dos republicanos não participando do pleito. Esse episódio marca uma reviravolta significativa aos esforços do Congresso para manter o poder bélico nas mãos legislativas, de acordo com a Constituição.

Por que o Senado decidiu agir agora?

Não é a primeira vez que o Senado tenta segurar as rédeas do presidente em relação à Venezuela. O ano passado testemunhou duas tentativas falhas de aprovar medidas semelhantes. Em novembro, a proposta caiu por uma diferença de apenas dois votos, impulsionada pela noção de que Trump não planejava ações ofensivas no país vizinho. Contudo, após o sequestro de Maduro, alguns congressistas afirmam sentir-se iludidos pelo governo, pois a narrativa mudou drasticamente.

Outro tema inusitado que pairava sobre Washington e que pode ter influenciado a votação foi a intenção manifestada por Trump de controlar a Groenlândia, pertencente à Dinamarca. Isso levantou uma bandeira vermelha sobre o nível de arbitrariedade nas políticas internacionais do presidente.

Quais os próximos passos?

Antes que essa medida possa ser colocada em prática, ela precisa passar pela Câmara dos Representantes, onde os republicanos detêm a maioria. Para os senadores que aprovaram a proposta, este é um movimento essencial para reafirmar que somente o Congresso tem o poder de declarar guerra, como delineado na Constituição norte-americana.

Recentemente, na quarta-feira (8), Trump anunciou seus planos de elevar o orçamento militar para US$ 1,5 trilhão, o que, segundo os críticos da ação militar na Venezuela, pode agravar o déficit orçamentário norte-americano. Isso representa não apenas um golpe financeiro, mas uma pílula amarga que poderá influenciar os republicanos na Câmara a repensarem suas posições.

Para mais informações sobre o desenrolar deste conflito, confira mais matérias em áudio sobre o ataque dos EUA à Venezuela.

*Com informações da agência Reuters

Ouça também as declarações do ministro venezuelano sobre o ataque, que, segundo ele, deixou pelo menos 100 mortos.



Com informações da Agência Brasil

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