Recentemente, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, encontrou-se em uma ligação telefônica com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, para discutir a complexa situação da Venezuela. Esse contato ocorreu em uma quinta-feira e foi confirmado pelo Palácio do Planalto. No centro da pauta estava a polêmica invasão militar conduzida pelos Estados Unidos, resultando no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cília Flores.
Essa ação, amplamente condenada pela comunidade internacional, gerou grande apreensão entre os líderes. Em uma nota oficial, o Palácio do Planalto enfatizou as preocupações dos dois presidentes quanto à violação do direito internacional e da soberania venezuelana, colocando em risco a paz regional. Lula e Petro destacaram o precedente perigoso que isso representa para a ordem global e para a segurança na América do Sul.
Qual foi a resposta dos líderes sul-americanos?
Na conversa, Lula e Petro reconheceram o impacto positivo do anúncio feito pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, sobre a liberação de presos nacionais e estrangeiros no país. Esse gesto foi uma tentativa de pacificar o caos emergente e restaurar a confiança no governo venezuelano.
Como o Brasil está apoiando a Venezuela?
Demonstrando solidariedade, Lula informou a Gustavo Petro que, em resposta a um pedido da Venezuela, autorizou o envio de 40 toneladas de insumos e medicamentos de um total de 300 toneladas já arrecadadas. Esses suprimentos visam repor os estoques que foram desgastados pelos bombardeamentos em um centro de abastecimento no último sábado, demonstrando o compromisso do Brasil com a ajuda humanitária.
Por que Brasil e Colômbia estão diretamente envolvidos?
É importante lembrar que Brasil e Colômbia são vizinhos diretos da Venezuela, com cada país compartilhando mais de 2 mil quilômetros de fronteira comum. Essa proximidade geográfica intensifica a relevância da situação tanto para a segurança quanto para a política externa de ambos os países no continente sul-americano.
Além disso, Gustavo Petro conversou anteriormente com o presidente dos EUA, Donald Trump, após este ter feito ameaças e acusações infundadas contra o líder colombiano. Esse diálogo ressaltou a tensão e a necessidade urgente de abordagens diplomáticas para a crise em curso.
Com informações da Agência Brasil