23° 20° | Rio de Janeiro - RJ

Dólar | 5.30

seta de subida seta de descida

Euro | 1.52

seta de subida seta de descida

Peso | 3.20

seta de subida seta de descida

lupa
lupa
lupa
BRASIL

Unicef alerta para violência contra crianças e jovens na Amazônia

Violência contra crianças e adolescentes na Amazônia Legal: Um novo estudo lançado pela Unicef e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública destaca a realidade alarmante enfrentada por crianças e adolescentes na Amazônia Legal quando comparadas ao restant

14/08/2025

14/08/2025

Violência contra crianças e adolescentes na Amazônia Legal: Um novo estudo lançado pela Unicef e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública destaca a realidade alarmante enfrentada por crianças e adolescentes na Amazônia Legal quando comparadas ao restante do Brasil. Neste levantamento, os dados são impressionantes e revelam uma situação que precisa urgentemente de atenção. Estamos falando de uma região onde mais de 31 mil casos de estupro foram registrados, afetando jovens de até 19 anos entre 2021 e 2023. Além disso, quase 3 mil mortes violentas foram contabilizadas nesse mesmo período.

Fazendo um recorte geográfico específico, seis dos dez estados com as maiores taxas de violência sexual contra crianças e adolescentes situam-se na Amazônia Legal. Os números são avassaladores e, por si só, lançam um apelo pelo engajamento e ação para melhorar a vida dessas crianças e adolescentes que vivem sob constante ameaça de violência.

O que diferencia a Amazônia Legal do restante do Brasil?

Quando falamos da Amazônia Legal, estamos lidando com particularidades únicas. Este vasto território abrange mais de 700 municípios e esconde realidades complexas. A taxa de violência sexual por lá foi de 141,3 casos por 100 mil crianças e adolescentes em 2023, superando a média nacional em 21,4%. Este é um aumento que explica parcialmente a vulnerabilidade da região, mas aponta também para a necessidade de políticas públicas eficazes.

Na comparação dos municípios próximos às fronteiras, a taxa de estupros é ainda maior, sinalizando que as dificuldades territoriais também influenciam nos índices de violência.

Como a desigualdade racial afeta as vítimas?

Os números não deixam dúvidas: meninos e meninas negros e indígenas são desproporcionalmente afetados. Durante o período de estudo, 81% das vítimas de estupro eram pretos e pardos, destacando uma problemática que se estende também a outras formas de violência letal. As crianças e adolescentes negros têm uma exposição três vezes maior a esse tipo de morte que as crianças brancas.

A situação dos indígenas também foi destacada, com um aumento significativo nas notificações de violência sexual contra esse grupo nos últimos anos. Esses dados refletem desigualdades que precisam ser endereçadas com urgência por meio de políticas específicas.

Quais são as recomendações para enfrentar o problema?

O estudo não apenas ilumina a gravidade da situação, mas também aponta caminhos para sua superação. Entre as recomendações estão:

  • Adequar análises de violência para considerar o contexto amazônico.
  • Melhorar registros e criar monitoramentos eficazes.
  • Aprimorar a capacitação de profissionais no atendimento a crianças e adolescentes, com foco na população indígena.
  • Abordar o racismo estrutural e normas de gênero que impedem a proteção infantil.
  • Reforçar a atuação das forças de segurança respeitando os direitos infantis.
  • Proteger o meio ambiente e combater atividades ilícitas na região.

Quais ações estão sendo realizadas?

Iniciativas como o Plano Amazônia: Segurança e Soberania são peças-chave nesta luta, reunindo esforços para combater a exploração sexual de crianças e adolescentes. Em paralelo, a Operação Caminhos Seguros demonstrou resultados significativos, com a prisão de centenas de infratores e resgate de vítimas em apenas algumas semanas.

O Disque 100 permanece como uma ferramenta vital para denúncias de violações dos direitos humanos, oferecendo um canal aberto para que vítimas e testemunhas possam buscar ajuda ou relatar infrações.

A Amazônia Legal continua a ser um terreno de desafios, mas também de esperanças. O compromisso coletivo, tanto a nível governamental quanto social, é essencial para mudar esse cenário e garantir um futuro mais seguro para todas as crianças e adolescentes.



Com informações da Agência Brasil

Tags