Festival Psica: patrimônio cultural imaterial
Em Belém, o Festival Psica foi recentemente consagrado como Patrimônio Cultural Imaterial, um reconhecimento que veio da Câmara dos Vereadores da capital paraense. Este título, além de celebrar a cultura local, reforça o papel do evento na promoção da arte e da música regionais. Jeff Dias, diretor do festival, destaca o tema deste ano: Retorno da Dourada.

Qual o significado do tema 'Retorno da Dourada' para o festival?
"No ano passado, falamos sobre a 'descida da dourada', o peixe apreciado no Ver-o-Peso, servido com açaí. A dourada está presente no nosso cotidiano, representando uma rica história de conexão amazônica", explica Dias. Este peixe nasce nos Andes, no Peru, e atravessa países como Equador e Colômbia até chegar ao Pará, compondo assim um elo entre os territórios da Pan Amazônia.
A trajetória da dourada simboliza a ligação entre as águas e culturas amazônicas, uma mensagem central para o evento deste ano, que resgata o valor dessas tradições.
Como o Festival Psica valoriza a cultura amazônica?
Com simbolismos culturais profundos, o Festival Psica vai além do entretenimento, sendo um palco onde artistas regionais periféricos ganham destaque ao lado de grandes nomes. "Temos artistas de renome que se apresentam cedo, priorizando os talentos locais", diz Gerson Júnior, organizador do festival. Essa é uma estratégia para atrair o público mais cedo e garantir que a cultura regional seja valorizada.
O que significa ser patrimônio cultural?
Transformado em patrimônio cultural, o Psica não é apenas um evento festivo, mas um movimento permanente. Ele representa a diversidade, impulsiona a cena artística independente e posiciona Belém como um polo cultural de destaque, tanto no Brasil quanto internacionalmente.
Com informações da Agência Brasil