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BRASIL

Bombeiros fizeram 1.167 salvamentos em dois dias na orla do Rio

Nos últimos dias, as praias do Rio de Janeiro têm sido palco de inúmeras operações de resgate aquático. Entre as manhãs de quarta-feira (31) e quinta (1º), mais de 1.167 salvamentos foram realizados por equipes do Corpo de Bombeiros. Os locais mais crític

02/01/2026

02/01/2026

Nos últimos dias, as praias do Rio de Janeiro têm sido palco de inúmeras operações de resgate aquático. Entre as manhãs de quarta-feira (31) e quinta (1º), mais de 1.167 salvamentos foram realizados por equipes do Corpo de Bombeiros. Os locais mais críticos, com maior número de ocorrências, foram as famosas praias de Ipanema, com 399 casos, Copacabana com 396, e Leme com 239. Outros pontos turísticos como Arpoador, Leblon e a praia do Diabo também registraram resgates, totalizando 159 incidentes adicionais.

O fator determinante que levou a esse aumento significativo de afogamentos foi uma forte ressaca que abalou o litoral carioca. No entanto, a imprudência dos banhistas, que ignoraram as orientações dos guarda-vidas e os sinais de alerta, também contribuiu para os números elevados. Em contraste, durante o réveillon anterior, apenas 29 salvamentos foram necessários, indicando como as condições climáticas adversas e o comportamento humano podem influenciar a segurança no mar.

O que fizeram os bombeiros para resgatar os banhistas?

O tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz dos bombeiros, explicou que medidas extraordinárias foram adotadas diante dessa situação crítica. Instalaram um posto de comando em frente ao Posto 2 de Copacabana. As operações envolveram um grande número de militares, que utilizaram desde motos aquáticas para buscas superficiais até embarcações com botes infláveis de resgate.

Bombeiros realizando resgate em praia do Rio de Janeiro

Drones realizaram varreduras constantes ao longo da costa, especialmente nos trechos mais movimentados da zona sul. Com o apoio de helicópteros, os bombeiros conseguiram obter uma visão panorâmica e estratégica para localizar possíveis vítimas na imensidão azul do oceano.

Como as condições climáticas estão afetando esses resgates?

A grande ressaca, com ondas alcançando até 2,5 metros, tornou a operação ainda mais desafiadora. As condições do mar, que estavam extremamente agitadas, exigiram a máxima atenção e agilidade da equipe de resgate para evitar novos incidentes.

Contreiras ressaltou que, até o momento, está em busca de um jovem de 14 anos que foi levado pela correnteza em Copacabana. "Não tem outra ocorrência de busca em relação a afogamentos em praias. O menino de 14 anos é o único que no momento a gente está buscando", confirmou ele.

Por que é perigoso permanecer na arrebentação?

As arrebentações, especialmente sob condições de ressaca, tornam-se armadilhas invisíveis para os banhistas. "Esse é um alerta constante que os guarda-vidas fazem nas praias, inclusive com o uso de apitos", lembrou Contreiras. A principal ameaça é ser arrastado por correntes, tornando impossível retornar à segurança da areia sem assistência.

Portanto, ao visitar as praias do Rio, observe sempre os avisos e conselhos dos profissionais de resgate, mantendo-se seguro enquanto aproveita toda a beleza natural que o litoral carioca tem a oferecer.



Com informações da Agência Brasil

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