Em Olinda, a Quarta-feira de Cinzas não significa o fim da folia. Na verdade, neste encantador sítio histórico, a celebração continua com os tradicionais blocos Munguzá de Zuza e Taís e o Bacalhau do Batata, que descem as ladeiras mantendo viva a magia do Carnaval! É um verdadeiro espetáculo de cores, tradição e alegria.

O que você precisa saber sobre os principais blocos pós-Carnaval de Olinda?
O bloco Munguzá de Zuza e Taís, com mais de 30 anos de história, é uma festa que cativa qualquer folião. O casal Zuza e Taís fundou este bloco, que distribui mais de 2.000 litros de munguzá - uma deliciosa iguaria à base de milho típica do Nordeste. Já imaginou participar desse 'banquete' cultural?
Por que o Bacalhau do Batata é tão especial?
O Bacalhau do Batata é um ícone da tradição, surgido em 1962 graças ao famoso garçom Isaías Ferreira da Silva, carinhosamente chamado de Batata. Isaías criou este bloco para proporcionar alegria àqueles que trabalharam durante o Carnaval e não conseguiram desfrutar da festa. Hoje, sua sobrinha, Fátima Silva, orgulhosamente mantém essa tradição viva.

Quem mantém viva a tradição dos boizinhos na Rua da Boa Hora?
Com 86 anos, Jodeci da Irôla da Silva, a querida "Dona Dá", é um verdadeiro patrimônio vivo do estado de Pernambuco. Por mais de duas décadas, ela tem organizado o encontro dos boizinhos na Rua da Boa Hora durante a Quarta-feira de Cinzas. Para ela, é uma satisfação imensa ver esse trabalho reconhecido e as ruas alegres com os boizinhos dançando.
Como os vizinhos participam da festa continuada?
Na famosa calçada do número 207, onde Dona Dá realiza a festa, os vizinhos não ficam só olhando. Ao contrário, eles participam ativamente, oferecendo frutas, cachaça e vinho para os artistas, o que transforma o encontro numa verdadeira celebração de memória e cultura popular. Um gesto de retribuição e carinho que perpetua o espírito comunitário e a alegria do Carnaval.
Com informações da Agência Brasil