Imagens de destruição e um intenso trabalho de resgate marcam a realidade das cidades de Juiz de Fora e Ubá, em Minas Gerais. A força e a rapidez com que a chuva castigou a Zona da Mata entre a madrugada de segunda e esta terça-feira mudaram vidas para sempre. Você acredita que em apenas algumas horas, a chuva acumulou o equivalente a um mês inteiro? É um drama que continua a se desenrolar, com o aumento no número de mortos e desaparecidos.
Em uma entrevista coletiva emotiva, o governador Romeu Zema compartilhou dados alarmantes: 24 pessoas perderam a vida, sendo 18 em Juiz de Fora e 6 em Ubá. Além disso, são 47 desaparecidos. "Em poucas horas, choveu quase o equivalente a um mês inteiro. Isso provocou deslizamentos severos", afirmou o governador. Para aprofundar o entendimento dessa calamidade, a leitura atenta deste artigo é essencial.
Como estão os trabalhos de resgate?
Muita dedicação está por trás das operações de resgate, e o governador Zema está na linha de frente, permanecendo na região para apoiar as famílias das vítimas e acompanhar de perto os trabalhos. As autoridades destacam a alta probabilidade de que o número de óbitos aumente, pois muitas pessoas ainda estão desaparecidas. Até o momento, o Corpo de Bombeiros registrou impressionantes 130 ocorrências, conseguindo resgatar 98 pessoas com vida.
Uma força-tarefa considerável foi mobilizada: cerca de 500 profissionais estão engajados nesses esforços heróicos, incluindo aproximadamente 100 bombeiros militares equipados com tropas especializadas e cães farejadores.
Desabrigados e desalojados: quais as definições?
O desastre deixou marcas profundas na vida das pessoas. Juiz de Fora enfrenta o desafio de lidar com 200 desabrigados e 400 desalojados. Já em Ubá são 14 desabrigados e 46 desalojados tentando recomeçar. Mas, qual a diferença?
- Desalojado: saiu de casa, mas tem abrigo com parentes ou amigos.
- Desabrigado: perdeu tudo e depende de abrigos provisórios.
O alerta veio nos celulares: "Evacuem áreas de risco imediatamente". Palavras reforçadas pelo próprio governador, sublinhando a gravidade da situação geológica.
Quais são as medidas emergenciais?
Além dos esforços de resgate, o estado também adota medidas engajadas na recuperação das áreas afetadas. O CREA-MG enviou profissionais para inspecionar as encostas comprometidas, enquanto a Defesa Civil se mantém vigilante nos locais críticos. A CEMIG se depara com outro desafio: 22 mil imóveis sem luz. Em resposta, geradores foram enviados de Belo Horizonte para restabelecer o serviço o mais rápido possível.
O governador anunciou a disponibilização imediata de R$ 38 milhões para Juiz de Fora e R$ 8 milhões para Ubá. Além disso, há plano de reforços do governo federal para a reconstrução de pontes e vias públicas.

As buscas continuam, e a comunidade espera ansiosamente por atualizações. Enquanto isso, quem conhece a região sabe que a solidariedade é um fio forte que liga essas cidades. E essa esperança é o que motiva todos na expectativa por dias melhores.
Com informações da Agência Brasil