Desfecho do caso de estupro em Copacabana: último suspeito se entrega à polícia
No início da tarde desta quarta-feira (4), Bruno Felipe dos Santos Allegretti, o último homem procurado no caso chocante do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, apresentou-se à Polícia Civil. O crime ocorreu em 31 de janeiro, abalando a comunidade do Rio de Janeiro. Este passo importante encerra uma intensa busca após a polícia ter indiciado os suspeitos na semana anterior. Mas o que levou a esse desfecho e quais são as implicações do caso?

Quem foi detido pelas autoridades?
Com a rendição de Allegretti na 54ª Delegacia de Polícia em Belford Roxo, ele agora se junta a Matheus Veríssimo Zoel Martins, João Gabriel Xavier Bertho e Vitor Hugo Oliveira Simonin, que também se entregaram recentemente. Os quatro enfrentam acusações graves de estupro, com agravante de a vítima ser adolescente, e cárcere privado.
Como o crime aconteceu?
O ato brutal ocorreu quando a vítima, estudante do Colégio Federal Pedro II, foi atraída para uma armadilha por um colega. Ele a convidou para um encontro em um apartamento de Copacabana, prometendo uma ocasião diferente. Ao recusar as intenções propostas, a jovem foi trancada em um quarto, onde sofreu agressões.
Qual é a posição das autoridades?
O delegado Ângelo Lages, responsável pelo caso, destacou em entrevista que já há investigações em andamento sobre outros dois casos semelhantes que possivelmente envolvem os mesmos suspeitos. Importante salientar, Lages enfatizou a educação sobre consentimento, declarando que "não é não" deve ser entendido e respeitado por todos os jovens em suas interações.
Menor envolvido estará sujeito a quais medidas?
Um adolescente, supostamente responsável por atrair a vítima, também foi indiciado. A polícia não requisitou sua prisão, mas o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro não solicitou sua internação. O caso seguirá sob investigação com possíveis medidas cautelares sendo discutidas.
"O que deve ficar claro, principalmente para os meninos, é que não é não. Isso é fundamental", ressalta Lages.
O contato com as defesas dos envolvidos ainda está sendo buscado. A defesa de João Gabriel Xavier Bertho já comunicou que ele não teria participação no crime. Agência Brasil espera atualizar com novos posicionamentos conforme disponham.
Com informações da Agência Brasil