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Esportes

Brasil faz história e termina Mundial de Atletismo Paralímpico em 1º

Neste domingo (5), o esporte paralímpico brasileiro escreveu um novo capítulo em sua história, ao dominar, pela primeira vez, o Campeonato Mundial de Atletismo. Em um dia marcante para o país, o Brasil sagrou-se campeão de medalhas, encerrando a competiçã

05/10/2025

05/10/2025

Neste domingo (5), o esporte paralímpico brasileiro escreveu um novo capítulo em sua história, ao dominar, pela primeira vez, o Campeonato Mundial de Atletismo. Em um dia marcante para o país, o Brasil sagrou-se campeão de medalhas, encerrando a competição realizada em Nova Déli, na Índia, com um total impressionante de 44 pódios. Foram 15 medalhas de ouro, superando a tradicional força da China por duas medalhas douradas, além de 20 pratas e nove bronzes. Foi um feito inédito para o país, outrora tão perto desse objetivo.

Para se ter uma ideia do tamanho desse sucesso, esta é apenas a segunda vez que a China não lidera o quadro de medalhas no Mundial de Atletismo Paralímpico. A última vez que isso aconteceu foi há 12 anos, em Lyon, na França, quando a Rússia conquistou o topo.

Como foi a trajetória do Brasil até a vitória?

Nesta edição, o Brasil foi consistente e mostrou uma preparação sólida. Nas últimas três edições, o país já vinha beliscando o topo, sempre posicionado logo atrás da China. Em 2019, em Dubai, foram 14 ouros de um total de 39 medalhas, mas a China acumulou 59 medalhas, com 25 ouros. No Mundial de 2023, em Paris, o Brasil somou 47 medalhas, igualando os 14 ouros, mas a China novamente foi superior. No ano passado, em Kobe, no Japão, apesar do recorde de 19 ouros e 42 pódios, os chineses ainda estavam longe, com 87 medalhas e 33 ouros.

Quem brilhou no domingo decisivo?

A campeã Zileide Cassiano abriu o dia conquistando o ouro no salto em distância da classe T20 (deficiência intelectual), repetindo seu triunfo do Mundial anterior e desbancando a polonesa Karolina Kucharczyk, ex-campeã em Paris, que terminou com o bronze.

O destaque ficou também com Jerusa Geber, que fez história nos 200 metros da classe T11 (cego total). Ao conquistar sua 13ª medalha em Mundiais, ela se isolou como a atleta brasileira mais laureada na competição, superando a lendária Terezinha Guilhermina. Thalita Simplício completou o pódio com o bronze na mesma prova. "Quero tudo. Até onde aguentar, eu quero ir", declarou Jerusa, 43 anos, sobre seus planos de continuar brilhando nos próximos Mundiais e Paralimpíadas.

Qual foi o impacto das decisões de arbitragem?

O embate não ficou apenas nas pistas. Clara Daniele, inicialmente medalha de prata nos 200 metros da classe T2 (baixa visão), viu seu resultado transformado em ouro, após um protesto bem-sucedido do CPB contra a venezuelana Alejandra Lopez, cuja vitória foi anulada por irregularidade cometida pelo atleta-guia. Este foi o terceiro ouro do Brasil no dia.

Além de Clara, outros atletas contribuíram para o sucesso. Maria Clara Augusto foi prata nos 200 metros da classe T47 (amputação em um dos braços), somando o terceiro pódio para ela na competição, enquanto Edenilson Floriani conquistou bronze no arremesso de peso, quebrou seu próprio recorde das Américas e fez história para o Brasil.

Thiago Paulino, por sua vez, teve sua medalha de prata confirmada em meio a uma disputa polêmica na classe F57 (deficiência de membro inferior, competição sentada), depois que a tentativa de anulação por um concorrente não foi aceita após revisão.

Mundial de atletismo paralímpico: Jerusa Geber garante tetracampeonato.



Com informações da Agência Brasil

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