Nesta segunda-feira, em uma audiência de custódia no Tribunal Federal de Nova Iorque, nos Estados Unidos, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou-se inocente, afirmando ser um "homem descente e prisioneiro de guerra". Este evento marca mais um capítulo da complexa relação entre a Venezuela e os EUA e levanta questões sobre poder, política internacional e recursos naturais.
Segundo Maduro, ele foi sequestrado após um ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela no sábado, e levado à força para solo norte-americano, onde se encontra atualmente preso em Nova Iorque. Esta dramática narrativa evoca um cenário de espionagem e tensões políticas dignas dos tempos de Guerra Fria.
O que aconteceu na audiência de custódia?
Durante a audiência, que também contou com a presença da primeira-dama Cília Flores, Maduro foi formalmente acusado de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado. Em uma defesa veemente, ele rejeitou cada uma das acusações.
Flores, por sua vez, também clamou inocência e solicitou uma visita consular para ambos, buscando o respaldo de seu país de origem diante das acusações.
Por que Maduro denuncia os EUA?
Em meio ao embate judicial, Maduro se reafirma como o presidente legítimo da Venezuela e denuncia o que alega ser uma captura abusiva por parte dos militares estadunidenses. Segundo suas palavras, o verdadeiro objetivo do então presidente Donald Trump seria se apropriar dos vastos recursos minerais estratégicos da Venezuela, incluindo as maiores reservas de petróleo do mundo, e significativas quantidades de gás natural e ouro.

Qual é o próximo passo no caso Maduro?
Após a audiência, tanto Maduro quanto sua esposa permanecem detidos no Centro Metropolitano de Detenção, em Manhattan. Em um movimento estratégico, a defesa do casal optou por não solicitar fiança neste momento.
A segunda audiência judicial já tem data marcada: ocorrerá em 17 de março, prometendo novos desdobramentos para este caso que ecoa pelas esferas políticas internacionais.
Fonte: Agência Brasil
Com informações da Agência Brasil