Você sabia que o Viva Maria está prestes a comemorar seu 44º aniversário? Mais do que uma celebração, o programa antecipa discussões importantes sobre o Dia Latino-americano da Imagem das Mulheres nos Meios de Comunicação. Este é um ponto crucial quando falamos de igualdade de gênero, especialmente em como as mulheres são representadas na mídia. Quer entender mais sobre o impacto disso?
A psicóloga Rachel Moreno, autora das obras “A beleza impossível” e “Imagem da mulher na mídia: controle social comparado”, compartilha insights valiosos que guiarão uma conversa especial com a Ministra das Mulheres, Márcia Lopes. Essa entrevista, programada para o próximo domingo, 14 de setembro, marca também o aniversário do programa e promete abordar temas essenciais para o avanço na igualdade de gênero.
Qual é a importância do Viva Maria para as mulheres na mídia?
Desde a sua criação, o Viva Maria tem sido uma inspiração para o Dia Latino-americano da Imagem das Mulheres nos Meios de Comunicação e mais recentemente para a Rede de Jornalistas com Visão de Gênero nas Américas. Em 2016, durante um encontro em Buenos Aires, essa rede homenageou o programa, com a presença de figuras marcantes como a própria Rachel Moreno. Ela testemunhou esse desenvolvimento desde 1990 e continua a influenciar debates sobre a representação das mulheres na mídia.
Qual é o papel da Rede de Jornalistas com Visão de Gênero nas Américas?
Criada em Buenos Aires, Argentina, em 2016, a rede busca promover visões e práticas que melhorem a representação das mulheres nos meios de comunicação. Durante seu lançamento, homenagens ao Viva Maria destacaram a importância do programa na sensibilização e condução de discussões sobre gênero nas Américas. Essa rede tem atraído atenção e apoio contínuo, com membros ativos empenhados em mudanças positivas.
Por que a igualdade de gênero na política é tão importante agora?
Um dos focos principais da entrevista desta segunda-feira (8) será a necessidade urgente de ações para garantir a igualdade de gênero, especialmente no que tange à participação política. Rachel Moreno ressalta a importância de iniciativas governamentais: “Está na hora da gente ter projetos e programas de governo que possam garantir que a gente possa avançar em direção à igualdade. Nós estamos muito longe da igual participação das mulheres na política e, se a gente continuar nesse mesmo ritmo, a ONU diz que daqui a 100 anos o Brasil chega à igualdade entre homens e mulheres em termos de política. É muito tempo, né?”
O debate propõe uma reflexão sobre como acelerar essas mudanças e garantir que mulheres possam ter voz e poder de decisão nas esferas políticas, impactando diretamente no desenvolvimento social do país.
Com informações da Agência Brasil