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BRASIL

Planejamento da segurança em parques reduz riscos, mas não os elimina

A morte de uma menina de apenas 11 anos no Parque Nacional da Serra Geral gerou preocupação quanto à segurança nas unidades de conservação brasileiras. O acidente fatal ocorreu no Cânion Fortaleza, situado em Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul. Em respo

12/07/2025

12/07/2025

A morte de uma menina de apenas 11 anos no Parque Nacional da Serra Geral gerou preocupação quanto à segurança nas unidades de conservação brasileiras. O acidente fatal ocorreu no Cânion Fortaleza, situado em Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul. Em resposta, a concessionária responsável reafirmou o cumprimento de rigorosos protocolos de segurança, essenciais para o turismo de aventura e contemplação na região.

Basta observar qualquer trilha dessas, e você verá placas orientando os turistas sobre práticas seguras e riscos existentes, especialmente nas bordas dos cânions. Isso é um procedimento padrão, segundo a empresa Urbia Cânions Verdes, que administra os Parques Nacionais de Aparados da Serra e Serra Geral.

Segurança no turismo de aventura: como funciona?

De acordo com a Urbia Cânions Verdes, há uma equipe de segurança atuante, composta por bombeiros civis aptos a lidar com emergências. As trilhas, de nível médio e intermediário, não tornam obrigatória a contratação de guias, que também não são intermediados pelo parque.

Essas práticas integram o Sistema de Gestão de Segurança do Parque, um planejamento detalhado aprovado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O Protocolo Operacional de Visitação (Prov) descreve minuciosamente como cada área de visitação deve operar, evidenciando os componentes de segurança que o ICMBio avalia.

Sobre o trágico acidente recente, o ICMBio declarou que não encontrou falhas sistêmicas na segurança, embora medidas sejam previstas para reforçar ainda mais a segurança nos parques nacionais.

Qual é o risco real no turismo de aventura?

Luiz Del Vigna, da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), salienta algo essencial: cada prática ao ar livre, seja caminhadas em trilhas, passeios a cavalo ou tirolesa, embute riscos naturais.

“Essas atividades em ambientes naturais não controlados têm riscos evidentes. Para mitigá-los, criamos normas técnicas específicas voltadas para a gestão de segurança”, diz Del Vigna.

Atualmente, há 44 normas que regem o setor, todas alinhadas ao Código de Defesa do Consumidor. Essas normas não apenas garantem que os turistas saibam dos riscos, mas também que o turismo de aventura no Brasil esteja em conformidade com padrões internacionais, como a norma ISO 21101.

No Brasil, 75 parques nacionais são geridos por empresas que promovem visitas e atividades de aventura, iniciativas que, no geral, são seguras graças ao cumprimento rigoroso das normativas estabelecidas.

Como minimizar riscos nos parques nacionais?

No ambiente controlado dos parques nacionais, os riscos são reduzidos por um sistema eficiente de fiscalização e normativas técnicas que precisam ser atendidas. No entanto, essa realidade não se aplica às atividades de aventura realizadas fora desse cenário controlado, onde a informalidade e a busca por opções mais baratas às vezes superam a segurança.

Del Vigna pontua: “Os parques nacionais brasileiros são seguros, sem riscos adicionais aos do entorno natural. A segurança é comparável aos cuidados necessários em lugares urbanos como Copacabana ou a Avenida Paulista.”



Com informações da Agência Brasil

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