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BRASIL

Operação já destruiu 16 dragas e 8 embarcações de garimpo ilegal no AM

A vida no Alto Solimões, uma incrível região do interior do Amazonas, está sob ameaça. Mas desta vez, não é a força da natureza que colocou em risco a diversidade do local. Em uma ação decisiva, a Polícia Federal e o Instituto Chico Mendes de Conservação

28/07/2025

28/07/2025

A vida no Alto Solimões, uma incrível região do interior do Amazonas, está sob ameaça. Mas desta vez, não é a força da natureza que colocou em risco a diversidade do local. Em uma ação decisiva, a Polícia Federal e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) estão combatendo uma ameaça bem humana: o garimpo ilegal. Esta operação é essencial não apenas para a integridade ambiental, mas também para a proteção das comunidades locais e culturas ancestrais. Quer saber mais sobre os impactos e o que está realmente em jogo? Continue lendo e descubra como esta intervenção pode mudar a história.

Na semana passada, uma força-tarefa começou uma operação para destruir equipamentos de garimpeiros ilegais na área. Ação essa que lança um raio de esperança sobre o futuro das águas do Alto Solimões. Com o apoio vital da Fundação Nacional dos Povos Indígenas, essa missão está programada para ir até o final do mês, com os agentes focados em reprimir a mineração ilegal nos afluentes do rio Jutaí.

Como o garimpo ilegal afeta o meio ambiente e a comunidade local?

A mineração agressiva tinha devastado as paisagens fluviais. O assoreamento prejudicou os rios, enquanto a presença de mercúrio – utilizada para extrair ouro – contaminava a água. O mercúrio é uma substância extremamente tóxica, e o seu uso desenfreado estava causando sérios danos ao ecossistema e prejudicando a saúde das comunidades ribeirinhas.

Com a operação em andamento, até agora foram apreendidos e destruídos múltiplos equipamentos: 16 dragas, 4 mil litros de combustível, cinco rebocadores, duas embarcações regionais, seis voadeiras - que são barcos motorizados com casco de metal -, além de frascos de mercúrio. Equipamentos essenciais para as atividades ilegais foram tirados de circulação, incluindo quatro motores de popa e duas redes de comunicação Starlink.

Quais são os principais objetivos da operação?

O objetivo central é acabar com essas atividades criminosas que estavam não só destruindo o meio ambiente como também ameaçando a forma de vida tradicional dos povos locais. Essa intervenção é mais do que necessária; ela representa uma ação definitiva para proteger tanto o patrimônio natural quanto cultural da região.

O que acontece com as espécies ameaçadas de extinção?

Nesta batalha contra o crime ambiental, o resgate de vida selvagem é uma vitória. Durante a operação, espécie icônicas de tartarugas, incluindo duas tartarugas centenárias, quatro tracajás e um iaçá, foram libertadas de cativeiros ilegais. Todas essas tartarugas, conhecidas popularmente como "tartarugas-de-água-doce", receberam novamente a chance de prosperar em seu habitat natural.

Esta operação não poderia ser feita sem a colaboração internacional. O Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, que reúne forças dos nove países que compartilham a Floresta Amazônica, está oferecendo suporte significativo.



Com informações da Agência Brasil

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