Imagina conseguir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pagando uma fração do preço atual. Hoje, o custo médio é de R$ 3,2 mil, mas isso pode mudar drasticamente em breve. Um projeto audacioso, em elaboração pelo Ministério dos Transportes, pretende reduzir essas despesas em até 80% para as categorias A e B, que incluem motocicletas e carros de passeio. Quer entender como isso é possível e o impacto deste projeto? Continue lendo!
A proposta prevê o fim da obrigatoriedade das aulas em autoescolas, possibilitando um acesso mais democrático à CNH. O objetivo, de acordo com o Ministério, é abrir novas portas de qualificação profissional, especialmente para quem está buscando o primeiro emprego, tornando mais fácil e acessível a obtenção da habilitação.
Como a mudança no acesso à CNH pode impactar você?
Renan Filho, Ministro dos Transportes, explicou que, apesar da mudança, as autoescolas não serão extintas. Elas continuarão oferecendo aulas, porém, sem o caráter obrigatório. Hoje, são exigidas no mínimo 20 horas de aulas práticas. A exigência de passar nas provas teórica e prática dos Departamentos de Trânsito (Detrans), contudo, será mantida.
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Quais são os obstáculos para a inclusão no trânsito?
Segundo Renan Filho, "isso vai ser produtivo para o Brasil". Ele acredita que a proposta pode eliminar exclusões econômicas, como a escolha de apenas um membro da família para obter a habilitação. "Muitas vezes, as mulheres não têm a oportunidade de tirar suas CNHs devido ao custo, ficando, assim, inabilitadas".
A ideia é criar um ambiente onde mais pessoas possam se formalizar como motoristas habilitados, prática que já ocorre em diversos países, como Estados Unidos e Japão. Dados do ministério mostram que 54% da população não dirige ou faz isso sem ter uma habilitação, e, ao reduzir o custo, espera-se que essa estatística melhore, até mesmo em termos de segurança no trânsito.
Como o projeto pode influenciar a segurança no trânsito?
Atualmente, segundo o ministério, 45% dos proprietários de motocicletas e outros veículos de duas rodas pilotam sem possuir CNH, enquanto 39% dos motoristas de carros de passeio dirigem sem habilitação. O projeto, se aprovado, poderia ajudar a mudar esses números consideravelmente, proporcionando maior segurança para todos.
Por enquanto, o projeto aguarda análise pela Casa Civil da Presidência da República. Caso seja aprovado, passará a ser regulamentado pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Fique de olho nas novidades, pois essa pode ser uma ótima oportunidade para você ou alguém que conhece conseguir habilitação de forma mais acessível.
Com informações da Agência Brasil