Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido no mundo da música como o rapper Oruam, está enfrentando graves acusações. Recentemente, a Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público que o torna réu por tentativa de homicídio qualificada. Ao seu lado, na decisão da juíza Tula Correa de Mello, da 3ª Vara Criminal, está também um amigo, Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira. Mas afinal, como essa situação aconteceu? O que realmente levanta essas denúncias?
Os acontecimentos remontam ao dia 21 de julho, quando a polícia visitou a casa do MC Oruam no bairro Joá, zona oeste do Rio de Janeiro, em busca de um adolescente. Durante essa operação, os dois acusados teriam arremessado pedras, pesando entre 130 gramas e 4,85 quilos, de uma altura de 4,5 metros contra os agentes. Mas essa é apenas a ponta do iceberg. Vamos entender melhor os desdobramentos desse caso complexo e as consequências para os envolvidos.
Quais são as acusações principais contra Oruam?
Além da tentativa de homicídio, Oruam enfrenta uma série de outras acusações: tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato, ameaça, dano e lesão corporal. O caso ainda ganhou mais notoriedade quando o rapper, supostamente, se identificou como filho de Marcinho VP, figura influente na facção Comando Vermelho. Essa declaração, segundo a acusação inicial, teria a intenção de ameaçar.
Quando e como surgiram as denúncias?
Em 28 de julho, a 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial da Área Zona Sul e Barra da Tijuca oficializou denúncia contra Oruam e Willyam Matheus Vianna sobre a tentativa de homicídio. No dia seguinte, uma nova denúncia foi apresentada pela Promotoria de Justiça junto à 27ª Vara Criminal da Capital, tratando de crimes de lesão corporal, resistência, desacato e outros. Inclusive, essa última ação envolve mais duas pessoas: Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais e Victor Hugo Vieira dos Santos.
Qual é a decisão da justiça em relação a Oruam?
Na decisão, a juíza Tula Correa de Mello pontuou que as ações de Oruam têm repercussões negativas na sociedade, incitando uma "inversão de valores" contrária às operações de segurança pública. Ela destacou o impacto que o artista tem sobre os jovens, afirmando que sua conduta pode ser vista como aceitável por seguidores, resultando em "abalo social". Portanto, segundo a juíza, a prisão preventiva de Oruam é necessária para preservar a paz pública.
Com a prisão preventiva já decretada, Oruam foi conduzido ao presídio Bangu 3. O artista permanece à disposição da justiça enquanto aguarda julgamento.
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Com informações da Agência Brasil