A ressocialização através da educação vem ganhando novos contornos em Alagoas, com uma iniciativa inovadora entre o Tribunal de Justiça de Alagoas e a Uncisal (Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas). Este projeto, primeiro do seu tipo no Brasil, promete transformar vidas de apenados através do conhecimento e da capacitação profissional, destacando o estado como pioneiro em promover acordos com instituições públicas de ensino superior.
Em agosto, sessenta reeducandos deram o passo inicial rumo a um futuro promissor. Eles se matricularam em um curso superior de Gestão Empreendedora e Inovação em Turismo, oferecido de forma integralmente online pela Uncisal. Essa formação é parte integral do projeto Uniliberdade, com apoio da Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social, visando integrar homens e mulheres de diferentes unidades prisionais em um ambiente de aprendizado remoto e acessível, proporcionado pelo Núcleo Ressocializador.
Como a formação em turismo e inovação pode mudar vidas?
O coordenador do programa Universidade Aberta do Brasil na Uncisal, Marcelo Santana, compartilha uma visão otimista: "Eles terão todo o preparo para inovar em produtos, em artesanato, na parte de alimentos ou até mesmo no setor hoteleiro, que estará preparado para recebê-los." Este curso não apenas oferece uma qualificação técnica, mas também uma imersão na realidade do setor turístico alagoano, capacitando os alunos para atuar de forma efetiva na área do turismo, uma indústria em crescimento no estado.
O que o futuro reserva para essa iniciativa?
Vagner Herculano de Souza, diretor do Centro de Educação a Distância da Uncisal, vislumbra possibilidades ainda mais expansivas: "Após esse projeto piloto, pretendemos introduzir novos cursos até 2026, incluindo Matemática, Letras Libras, e Educação Física." Além de diversificar o aprendizado, isso reafirma o compromisso da Uncisal com a transformação social por meio da educação, proporcionando aos apenados um caminho para reintegração plena à sociedade.
Quem são os beneficiados pelo projeto Uniliberdade?
Os inscritos no projeto foram selecionados com base em critérios abrangentes que incluem aspectos socioeconômicos, de gênero e raça, conforme as diretrizes do Plano Pena Justa. Essa iniciativa nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça e parceiros visa não só enfrentar a crise prisional, mas também assegurar que o sistema respeite os direitos humanos e fundamentais, com metas previstas até 2027 para um ambiente prisional seguro e digno.
Com informações da Agência Brasil