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BRASIL

Caminhos da Reportagem mostra perigos para jovens na internet

Você já parou para pensar no impacto das redes sociais na vida dos jovens? Na próxima segunda-feira, dia 11, a TV Brasil apresentará às 23h o programa Caminhos da Reportagem, com um tema que merece toda a sua atenção: Adolescência conectada ao perigo. O e

11/08/2025

11/08/2025

Você já parou para pensar no impacto das redes sociais na vida dos jovens? Na próxima segunda-feira, dia 11, a TV Brasil apresentará às 23h o programa Caminhos da Reportagem, com um tema que merece toda a sua atenção: Adolescência conectada ao perigo. O episódio de hoje investigará como certos grupos na internet estão relacionados ao aumento de incidentes envolvendo crianças e adolescentes em atos criminais. É um panorama assustador, mas necessário para compreender o que ronda o universo virtual dos nossos jovens.

No Brasil, a realidade digital é inerente às vidas de 95% dos jovens entre 9 e 17 anos – cerca de 25 milhões de crianças e adolescentes como você nunca viu antes. Mas, embora as plataformas como Discord, TikTok, Instagram, Facebook e X (antigo Twitter) definam idade mínima para uso, ainda há um grande desafio: o acesso livre e sem restrições, criando uma arena cheia de armadilhas ocultas.

Como os jovens acabam envolvidos em grupos perigosos online?

Thiago Tavares, presidente da ONG SaferNet Brasil, destacou que os problemas podem ir desde desafios virais aparentemente inofensivos até comportamentos extremamente arriscados. Em suas palavras, "por meio de um celular, eles podem acessar conteúdos de extrema violência, se conectar com criminosos e até serem recrutados para o cometimento de crimes bárbaros."

A psiquiatra Gianna Guiotti revela que, por trás disso, existe um desejo de pertencimento. "O adolescente se submete a atitudes prejudiciais porque quer ser aceito," afirma. Evelyn Eisenstein, da Sociedade Brasileira de Pediatria, compara as redes sociais a uma "droga digital" para muitos jovens.

Quais são os casos reais que exemplificam essa situação?

O programa trará relatos impactantes, incluindo um caso de 2022, onde um jovem de 18 anos, ex-aluno de uma escola de Vitória (ES), planejou um ataque organizado em grupos online. A mãe do rapaz recordou: "Começou a se vestir de preto, se trancava no quarto conectado à internet e ficou mais irritado." Outro exemplo é o de Timpa, jovem negro de origem humilde, que foi aliciado por grupos extremistas. Segundo ele, "me pegaram no discurso de 'homem beta'. Culpavam as mulheres por tudo. Só depois percebi que havia racismo, neonazismo e ameaças. Quando tentei sair, recebi ameaças graves e tive problemas de saúde."

Como identificar os sinais de perigo em casa?

O procurador de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Sul, Fábio Costa Pereira, orienta que os pais precisam observar os sinais. Muitas vezes, o filho "parece apenas retraído, dedicado aos jogos no quarto, mas se isolam por longos períodos sem levantar suspeitas." Alessandro Barreto, coordenador do Ciberlab do Ministério da Justiça, compartilha que já observaram casos em que meninos obrigam meninas à automutilação. Ele descreve as situações como perversas e denuncia: "É pior do que parece."

Em São Paulo, a delegada Lisandrea Colabuono observa que o cyberbullying é frequentemente o estopim para automutilações, um problema grave e minimizado por muitos. "Nos últimos seis meses, o núcleo paulista monitorou 300 alvos e salvou mais de 120 vítimas." Luiza Teixeira, especialista da Unicef, afirma que, embora existam ferramentas para combater crimes virtuais, falta legislação obrigando a adoção dessas medidas.

Qual a importância da capacitação para educadores?

Após incidentes graves no Rio Grande do Sul, como ataques em escolas, o Ministério Público iniciou a capacitação de educadores para identificar sinais preocupantes entre os alunos. Fábio Costa conta sobre um caso em que uma diretora, agindo após uma capacitação, conseguiu ajudar um aluno em perigo após observar seu comportamento alarmante.

Aspectos como isolamento repentino, interesse crescente por violência e mudanças no comportamento devem ser sinais a serem observados de perto. A pediatra Evelyn Eisenstein alerta para transtornos de sono, alimentação desregulada, vida sedentária e irritabilidade exacerbada como red flags que pais e educadores precisam priorizar.



Com informações da Agência Brasil

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