Nesta terça-feira (12), a Polícia Federal deu um passo crucial no combate a crimes contra menores, executando a Operação Tutis Liberos VI. Essa operação visa frear o armazenamento e compartilhamento de materiais contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil, um crime hediondo que já não permite o arbitramento de fiança, mesmo sem o compartilhamento do conteúdo.
Os agentes da PF cumpriram dois mandados de busca e apreensão. Um deles ocorreu em Nova Iguaçu, enquanto o outro foi em Belford Roxo, ambas cidades localizadas na Baixada Fluminense. A operação se desdobrou a partir de denúncias e envolveu a atuação de várias entidades no combate a essas práticas nefastas.
Como a PF descobre esses crimes?
A operação começou com uma notícia-crime, enviada à PF por uma empresa de conteúdo, que relatou a circulação de imagens de abuso infantil em uma sala de bate-papo que ela administrava. Essa informação desencadeou as investigações sobre o primeiro suspeito. A rápida ação da PF é uma resposta direta a esse tipo de denúncia, mostrando que estão sempre vigilantes.
Qual o papel do Núcleo Técnico de Combate aos Crimes Cibernéticos?
Para o segundo investigado, a atuação foi baseada em informações do Núcleo Técnico de Combate aos Crimes Cibernéticos da Procuradoria-Geral da República. Conforme relatado, ele teria compartilhado links com imagens inadequadas na internet, o que levou à apreensão do seu smartphone, que agora passará por uma rigorosa perícia criminal.
Por que o armazenamento desses materiais é tão grave?
O simples ato de armazenar mídias de abuso sexual infantojuvenil já constitui um grave delito, classificado como crime hediondo. Isso implica que não há possibilidade de fiança, o que reforça a seriedade e o rigor com que o sistema legal trata essas infrações.
Em suma, "Tutis Libero" significa "crianças seguras" ou "filhos protegidos" em latim, um nome que simboliza o objetivo maior desta operação: proteger os mais vulneráveis e garantir a segurança das crianças.
Com informações da Agência Brasil