24° 18° | Rio de Janeiro - RJ

Dólar | 5.30

seta de subida seta de descida

Euro | 1.52

seta de subida seta de descida

Peso | 3.20

seta de subida seta de descida

lupa
lupa
lupa
BRASIL

CCJ analisa convocar empresas para falar sobre adultização nas redes

Imagine um cenário onde grandes plataformas digitais como TikTok, YouTube, Meta, Telegram e Kwai são chamadas para discutir um tema urgente: a adultização de crianças e adolescentes. Pois é exatamente isso que pode acontecer no Senado. Após o polêmico víd

13/08/2025

13/08/2025

Imagine um cenário onde grandes plataformas digitais como TikTok, YouTube, Meta, Telegram e Kwai são chamadas para discutir um tema urgente: a adultização de crianças e adolescentes. Pois é exatamente isso que pode acontecer no Senado. Após o polêmico vídeo do influenciador Felca, a Comissão de Constituição e Justiça analisa a proposta de ouvir representantes dessas empresas em uma audiência pública. A intenção? Proteger nossos jovens e regulamentar eficientemente o uso das redes sociais.

A iniciativa, proposta pela senadora Eliziane Gama, busca explorar métodos para garantir que os jovens estejam menos expostos a conteúdos inadequados. Além disso, o objetivo é encontrar uma base legal que permita não apenas a regulamentação, como também a punição das plataformas, quando necessário. E não são só as empresas que devem participar dessa discussão. A Defensoria Pública, o Ministério Público e o próprio Felca também se juntarão ao debate.

Como o governo está se posicionando?

Para além do Senado, o governo federal está preparando um projeto para levar este tema ao Congresso. Em entrevista ao programa "Bom dia Ministro", da EBC, o ministro da Educação, Camilo Santana, destacou a importância da regulamentação das redes sociais. "É preciso responsabilizar as plataformas que permitem que sejam usadas para estimular o ódio, uso de armas, ações antidemocráticas ou para fins de pedofilia e violência", afirmou.

Por que a fiscalização das redes é um esforço coletivo?

A proteção de crianças e adolescentes é um trabalho que precisa envolver escola, família e sociedade. Nas escolas, por exemplo, o uso de celulares já é proibido em sala de aula, reduzindo assim o acesso a conteúdos impróprios. Mas, segundo Camilo Santana, a fiscalização de fato efetiva deve começar em casa.

"Eu acho que é fundamental que os pais acompanhem seus filhos, monitorem, restrinjam. Primeiro, não permitam que seus filhos tenham acesso a algumas ferramentas digitais, independente da idade dele. Tem estudiosos que dizem que um adolescente só pode ter acesso a uma rede social depois dos 13 anos. Outros defendem até depois dos 16. Restrinjam também o próprio acesso ao celular e o tempo de uso."

O que está sendo feito no Congresso?

A Câmara dos Deputados também está se movimentando. Um grupo de trabalho foi criado para analisar projetos relacionados a esse grave problema. Na próxima semana, especialistas serão ouvidos em uma reunião de comissão geral, a fim de ampliar o entendimento sobre as medidas necessárias para o controle da utilização de redes sociais por menores.



Com informações da Agência Brasil

Tags