Imaginem o assombro: em um esquema mirabolante, mais de 330 empresas de fachada foram criadas para camuflar fraudes bancárias. Isso mesmo, e o rombo no sistema financeiro nacional chegou a impressionantes R$ 110 milhões. Na manhã de uma quinta-feira, ao menos 14 pessoas foram presas durante uma operação da Polícia Federal (PF), desvendando um complexo mecanismo criminoso.
Com mais de 140 policiais federais à frente, a segunda fase da Operação Oasis 14 entra em cena. Para se ter uma ideia do alcance, foram emitidos 26 mandados de prisão e 28 de busca e apreensão, alvos distribuídos por oito municípios do estado do Rio, com uma concentração maior na região metropolitana, e um município em São Paulo. Este é um desdobramento da primeira ação que ocorreu em 2024.
Como funcionava o esquema das fachadas e "laranjas"?
No âmago da quadrilha, estava um esquema que a própria Polícia Federal classifica como "sofisticado". As centenas de empresas de fachada não agiam sozinhas: envolveram ainda seis funcionários da Caixa e quatro de outras instituições privadas. Pessoas de baixa renda eram usadas como "laranjas", revelando o lado mais sombrio do esquema, ocultando bens e transações de terceiros, em um jogo de espelhos com sócios fantasmas.
“O esquema criminoso incluía simulação de movimentações financeiras e uso de imóveis reais como fachada para empresas fictícias, além da abertura de contas e concessão de empréstimos com auxílio dos bancários integrantes da organização criminosa” descreve a Polícia Federal.
Investigadores, com o apoio da Caixa, descobriram cerca de 200 operações de crédito fraudulentas, contabilizando pelo menos R$ 33 milhões em prejuízos somente para essa instituição.
O que mais foi descoberto durante a operação?
A ação não parou por aí. Durante as buscas na residência de um dos alvos em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, os agentes encontraram um revólver municiado. O indivíduo não só foi preso pelo mandado judicial, mas também em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
Além de estarem envolvidos em uma organização criminosa, os suspeitos enfrentarão acusações de estelionato qualificado, crimes financeiros, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro. Mesmo assim, os nomes dos envolvidos seguem sem divulgação oficial.
Com informações da Agência Brasil