Três pessoas foram presas em uma operação no Rio de Janeiro com o intuito de impedir confrontos gerados por disputas territoriais em algumas das comunidades mais afetadas na zona norte da cidade: Serrinha, Juramento, Campinho e Fubá. Equipes da Polícia Civil, apoiadas pelo Bope da Polícia Militar, realizaram essa ação estratégica como parte da Operação Contenção. Durante a incursão, foram apreendidos um fuzil e drogas.
Em meio à ação, a cidade experimentou um dia atípico: 20 escolas municipais tiveram suas aulas suspensas e diversos postos de saúde permaneceram fechados por razões de segurança. O cenário de perigo iminente levou muitas pessoas a evitarem ir ao trabalho.
Como a guerra urbana afeta você?
Os tiroteios nas comunidades visadas não são incidentes isolados, mas sim parte de um plano de expansão agressivo de facções criminosas, como o Comando Vermelho. Neste contexto, muitos veículos que haviam sido roubados foram recuperados, enquanto 18 seteiras usadas por criminosos foram destruídas.
Seteiras são buracos estratégicos abertos em muros que permitem aos criminosos realizarem disparos com mais precisão, mantendo-se escondidos atrás das estruturas.
Quem está por trás dos confrontos?
Os territórios em questão têm sido palco de confrontos intensos entre os traficantes do Comando Vermelho e do Terceiro Comando Puro (TCP). Durante um desses embates, um policiais do Bope e um taxista saíram feridos nas proximidades do Carioca Shopping. Ambos foram atendidos no Hospital Getúlio Vargas e encontram-se em estado estável.
O que está alimentando essa “guerra urbana”?
No coração desse conflito estão indivíduos notórios como Wallace de Brito Trindade, conhecido como “Lacoste”, e William Yvens da Silva, o “Coelhão”, que buscam expandir suas atividades criminosas a partir da Serrinha. Em resposta, o Comando Vermelho, sob a liderança de Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca”, organiza ofensivas a partir do Morro do Juramento.
De acordo com a Delegacia de Repressão a Entorpecentes, os confrontos estão se intensificando com o uso de armamento pesado, incluindo granadas, munições traçantes e explosivos, criando um cenário cada vez mais semelhante ao de uma guerra urbana.
Com informações da Agência Brasil