Imagine a situação: você finalmente encontra um lugar onde pode chamar de lar, apenas para se deparar com barricadas que impedem sua entrada. Essa é a realidade dos moradores da Ocupação Palestina Livre, em Diadema, que, desde ontem à noite (22), estão enfrentando uma batalha para acessar suas casas. A prefeitura local bloqueou a entrada do prédio que antes marginalmente se erguia como um hospital. Dentro dele, pessoas permanecem enclausuradas, afetadas por uma decisão que não lhes permite entrar ou sair.
Informações do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) revelaram que a Ronda Ostensiva Municipal, parte da Guarda Civil, tomou posição por volta das 18h dessa segunda-feira. Se têm a missão de proteger, nesse caso, eles estão barrando o caminho, mantendo os moradores no limbo entre a ocupação e o desconhecido. O impasse permanece, estendendo-se até esta tarde, sem resoluções à vista.
Por que eles estão sendo impedidos de acessar suas casas?
O que aconteceu para que o direito fundamental de ocupar um espaço de moradia fosse drasticamente interrompido? A ocupação ocorrida no prédio abandonado, agora refúgio improvisado, tinha um propósito claro: denunciar o significativo déficit habitacional que assola nosso país.
O que diz a Justiça sobre essa ação?
A Justiça paulista teve seu parecer dado em 19 de setembro: qualquer desocupação só deveria prosseguir mediante garantias de acolhimento às famílias, seja por meio de aluguel social ou alternativas provisórias de moradia. Essas condições foram impostas para evitar atos de brutalidade desnecessária.
Como o MLB está reagindo?
Indignados, os representantes do MLB denunciam a ilegalidade das ações. "Sem nenhum diálogo ou negociação, o batalhão da ROMU agiu de forma ilegal e com uso de truculência contras as famílias e apoiadores do movimento", afirmam. Eles enfatizam que tais atitudes são contempladas sem a supervisão de um oficial de Justiça.
Qual é a posição do poder municipal?
Acusações se levantam contra o prefeito Taka Yamauchi, alegando que ele quer despejar as famílias sem seguir diretrizes judiciais. Há também preocupações sobre abuso de poder, com o secretário de segurança pública, Paulo Pinheiro da Silva, sendo citado em ações hostis contra apoiadores do movimento.
A Agência Brasil buscou um comunicado da prefeitura de Diadema, que, até o presente momento, não respondeu. Neste impasse, os moradores seguem em busca de uma solução justa.
Com informações da Agência Brasil