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BRASIL

PF investiga ataques armados contra povo pataxó do sul da Bahia

Investigação de ataques contra o povo pataxó mobiliza forças policiais na BahiaUma série de ataques contra os pataxós, na Terra Indígena Comexatibá, em Prado, na Bahia, levou a Polícia Federal e a Polícia Civil do estado a iniciarem uma investigação para

14/10/2025

14/10/2025

Investigação de ataques contra o povo pataxó mobiliza forças policiais na Bahia

Uma série de ataques contra os pataxós, na Terra Indígena Comexatibá, em Prado, na Bahia, levou a Polícia Federal e a Polícia Civil do estado a iniciarem uma investigação para apurar os possíveis envolvidos. O clima de tensão se intensificou com suspeitas de participação de policiais militares no cerco armado a lideranças indígenas.

Os incidentes destacam a importância de compreender a dinâmica territorial e os interesses em jogo na região. Em 1º de outubro, durante uma reunião de vigilância comunitária na Aldeia Kaí, cerca de 50 pessoas armadas cercaram os líderes pataxós. A área visada, retomada em agosto, está em disputada entre indígenas e latifundiários locais, conhecidos como Portal da Magia e Portal da Fazenda Imbassuaba.

imagem de líder pataxó participando de vigília comunitária

O que motivou o cerco armado contra os pataxós?

De acordo com relatos dos indígenas, as motivações por trás dos ataques vêm dos interesses de empresários locais nas terras das aldeias. Durante o cerco, alguns dos atacantes estavam encapuzados, mas foram identificados por várias testemunhas. O ataque foi contido com a chegada da Força Nacional de Segurança Pública, que interceptou um grupo armado em um ônibus escolar nas proximidades.

A gravidade da violência e o papel das lideranças pataxós

A carta pública emitida pelos pataxós destaca a violência enfrentada. Um dos líderes foi atingido na cabeça e outro sofreu uma fratura na clavícula devido aos disparos. As agressões mostram um padrão recorrente de conflito, reforçado pela resistência contra a demarcação de terras indígenas.

Como a Funai está atuando para proteger os pataxós?

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) reforçou que uma regularização fundiária é crucial para conter a violência. Houve avanços na delimitação da TI Comexatibá, com o prosseguimento dos trâmites no Ministério dos Povos Indígenas e no Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Qual é a resposta das autoridades ante os conflitos agrários?

O Ministério dos Povos Indígenas reconheceu a gravidade das agressões e articulou com autoridades locais e federais para garantir a segurança das comunidades, incluindo o aumento do policiamento e investigação rigorosa. A criação do Laboratório Etnoterritorial e do Fórum Regional Territórios Ancestrais também busca atender a essas demandas.

Quais são as iniciativas estaduais em relação às disputas territoriais?

A Polícia Militar da Bahia destaca a atuação conjunta com forças federais para mediar e resolver conflitos agrários. A Companhia Independente de Mediação de Conflitos Agrários e Urbanos (Cimcau) atua desde 2024, oferecendo suporte em ocorrências envolvendo povos originários e comunidades tradicionais.



Com informações da Agência Brasil

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