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BRASIL

Petrobras recebe licença do Ibama para explorar Margem Equatorial

A Petrobras recebeu autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para explorar petróleo na Margem Equatorial, uma região no norte do Brasil considerada o novo "pré-sal" pelo seu imenso potencial petrolífe

20/10/2025

20/10/2025

A Petrobras recebeu autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para explorar petróleo na Margem Equatorial, uma região no norte do Brasil considerada o novo "pré-sal" pelo seu imenso potencial petrolífero. Este anúncio significativo foi feito na tarde de segunda-feira (20), marcando um passo importante no desenvolvimento energético do país.

A sonda exploratória da Petrobras já está na região do bloco FZA-M-059, pronta para iniciar as operações de perfuração imediatamente. Este bloco está situado em águas profundas no Amapá, a 175 quilômetros da costa e a 500 quilômetros da foz do rio Amazonas. A perfuração, nesta fase inicial, deve durar cerca de cinco meses e visa coletar informações geológicas cruciais para determinar a viabilidade econômica de possíveis reservas de petróleo e gás. Vale destacar, no entanto, que ainda não há produção de petróleo nesta etapa.

Como a autorização foi concedida?

Após um longo processo que incluiu a avaliação pré-operacional, ou APO, o Ibama concedeu a autorização cerca de dois meses após concluir o procedimento final de licenciamento. Isso envolveu um simulado de emergência que testou a resposta a incidentes, com atenção especial à fauna local, reiterando o compromisso com a segurança ambiental.

Quais os compromissos da Petrobras?

A Petrobras assegura ter cumprido todos os requisitos ambientais exigidos pelo Ibama, evidenciando a segurança, a responsabilidade e a qualidade técnica em suas operações na Margem Equatorial. Magda Chambriard, presidente da Petrobras, informou que foram necessários cinco anos de diálogo intenso com diversos níveis de governo e órgãos ambientais para chegar a este ponto, reafirmando a robustez do planejamento ambiental da companhia.

“Vamos operar na Margem Equatorial com segurança, responsabilidade e qualidade técnica. Esperamos obter excelentes resultados nessa pesquisa e comprovar a existência de petróleo na porção brasileira dessa nova fronteira energética mundial”, afirma Chambriard.

Por que a Margem Equatorial é tão importante?

A Margem Equatorial tem chamado atenção como uma nova fronteira para exploração de petróleo e gás, especialmente após descobertas na Guiana, Guiana Francesa e Suriname. Essa área, que no Brasil se estende do Rio Grande do Norte até o Amapá, mostra-se promissora para novas reservas de hidrocarbonetos. A busca pela licença, iniciada pela BP em 2013, foi transferida para a Petrobras em 2021, consolidando sua presença na região.

Desafios e críticas ambientalistas

Embora vista como uma oportunidade estratégica para reduzir a dependência do Brasil na importação de petróleo, a exploração enfrenta críticas de ambientalistas preocupados com os impactos ecológicos, bem como contradições percebidas na busca por fontes de energia renováveis no contexto da transição energética global. A Petrobras argumenta que suas operações são planejadas para minimizar impactos e salienta que a localização está suficientemente distante da foz do Amazonas para mitigar riscos ambientais.

O projeto também enfrenta pressões econômicas, considerando que a espera pela autorização custou à estatal R$ 4 milhões por dia, segundo a empresa. Um relatório da Empresa de Pesquisa Energética estima que o volume potencial de recuperação pode alcançar 10 bilhões de barris de óleo equivalente, um dado que coloca a Bacia da Foz do Amazonas entre as mais promissoras do mundo.



Com informações da Agência Brasil

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