Com a proximidade da COP 30 em Belém, as discussões sobre "adaptação climática" ganham uma nova dimensão, agora centradas em acordos e financiamento. O evento, crucial para o futuro ambiental global, promete reunir líderes para tomar decisões sobre como diminuir nossa vulnerabilidade às mudanças climáticas.
Um relatório recente da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima revelou que 144 países já elaboraram seus planos nacionais de adaptação. A maioria dessas nações vem do grupo dos países menos desenvolvidos ou de pequenos estados insulares, na linha de frente das transformações climáticas. Mas quais são os verdadeiros desafios e como esses países pretendem superá-los?
Como os países estão se adaptando às mudanças climáticas?
O foco dos países tem sido avaliar os riscos e vulnerabilidades causados pelas mudanças climáticas, como secas, inundações e aumento do nível do mar. A adaptação vai além do planejamento; é uma resposta imediata e eficaz a essas ameaças. Áreas essenciais como agricultura, segurança alimentar e recursos hídricos estão recebendo atenção especial, especialmente em zonas costeiras e marinhas.
Quais exemplos de sucesso podemos encontrar?
A boa notícia é que alguns países já estão caminhando na direção certa. O Brasil, por exemplo, lançou o "Marajó Resiliente", focando na resiliência hídrica. Outro exemplo é o Peru, que atua na proteção dos ecossistemas e biodiversidade. Na África, a Zâmbia avança com um projeto inovador: armazenamento de alimentos movido à energia solar, enfatizando a sustentabilidade agrícola.
Como o financiamento está limitando o progresso?
Implementar essas adaptações, no entanto, não é simples. Simon Stiell, Secretário-Executivo da ONU sobre Mudanças Climática, destaca que o financiamento é um gargalo significativo. Na COP30, o grande objetivo será mobilizar até US$ 1,3 trilhão para viabilizar esses planos de adaptação, crucial para transformar ideias em ação.
Para encerrar, vale lembrar que mudanças climáticas afetam diferentemente homens e mulheres, e muitos países estão combinando ações climáticas com o combate à pobreza. Um exemplo é o Haiti, inovando com iniciativas que misturam cupons de alimentos com associações de poupança e crédito. Com financiamento adequado, a implementação desses planejamentos pode finalmente sair do papel e fazer a diferença no cenário global.
Com informações da Agência Brasil