A Operação Contenção, ocorrida na terça-feira, 28 de outubro, em parceria das polícias civil e militar do Rio de Janeiro, resultou em 119 mortes, incluindo 115 civis e quatro policiais. Esses dados foram divulgados pelo secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, em uma coletiva de imprensa na quarta-feira, 29 de outubro.
As autoridades enfatizaram que o número de mortos ainda pode crescer. Segundo elas, as vítimas teriam reagido violentamente à operação, enquanto aqueles que decidiram se render foram detidos.
O que levou a tantas mortes na operação?
"A polícia não entra atirando, entra recebendo tiro", esclareceu Curi ao ser questionado sobre as baixas esperadas. Ele ressaltou que a operação tinha planejamento e que o desfecho trágico não foi escolha da polícia, mas sim da resistência encontrada.
"Chacina é a morte ilegal. O que fizemos ontem foi ação legítima do estado para cumprimento de mandados de apreensão e prisão", defendeu Curi.
No total, foram efetuadas 113 prisões, incluindo indivíduos de outros estados. Dez adolescentes também foram encaminhados a instituições socioeducativas. Destaca-se que autoridades de segurança descrevem a ação como a mais letal da história do estado.
Quais críticas a operação enfrentou?
A operação recebeu críticas de especialistas, moradores e organizações internacionais. Ativistas denunciaram a ação como um "massacre", destacando a exposição da população aos riscos de tiroteio, conforme aponta a Agência Brasil.
Qual foi o real objetivo da operação?
A Operação Contenção buscava deter o avanço do Comando Vermelho e tinha como alvos 180 mandados de busca e 100 mandados de prisão. Curi afirmou que esta foi uma das maiores perdas para o Comando Vermelho em termos de armas e líderes capturados, com 118 armas, incluindo 91 fuzis, confiscadas.
Conforme o secretário de Segurança, apenas oito pessoas são vistas como vítimas da operação, quatro delas agentes de segurança feridos levemente e quatro policiais falecidos.
"Na visão da polícia, aqueles que morreram eram criminosos que preferiram não se render", destacou o secretário, observando que a alta letalidade era previsível, mas não desejada.
Quem são os corpos encontrados na manhã?
No dia seguinte à operação, a comunidade se uniu para recolher corpos de uma área de mata e levá-los à praça no Complexo da Penha. Quando questionado, o secretário alegou que não se sabia da existência destes corpos durante a operação.
Diante da possibilidade de mais corpos serem descobertos, o secretário admitiu que o balanço final das mortes ainda não estava consolidado.
Esse evento ressalta a complexidade e a controvérsia em torno de operações policiais como esta, aliando tragédias pessoais a discussões sobre segurança pública e direitos humanos.
Com informações da Agência Brasil