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BRASIL

Força-tarefa deve identificar mortos na operação até o fim de semana

O desfecho da Operação Contenção no Rio promete novidades ainda esta semana. O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, anunciou uma força-tarefa no IML para concluir a identificação das vítimas fatais da operação nos complexos do Alemão e da Penha

30/10/2025

30/10/2025

O desfecho da Operação Contenção no Rio promete novidades ainda esta semana. O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, anunciou uma força-tarefa no IML para concluir a identificação das vítimas fatais da operação nos complexos do Alemão e da Penha, a maior e mais letal dos últimos 15 anos. Mais de 100 identificações já foram concluídas, mas os nomes não foram divulgados ainda. A operação mobilizou 2,5 mil policiais para conter o Comando Vermelho, embora o principal alvo, Edgar Alves de Andrade, ainda esteja foragido.

O resultado da ação, considerado um sucesso por Santos, envolve a prisão de 113 pessoas e a apreensão de materiais que podem revelar esquemas de lavagem de dinheiro. Com uma intervenção dessa magnitude, fica a dúvida: o que mais será revelado nos próximos dias?

Como está acontecendo a identificação das vítimas?

A força-tarefa montada no IML aposta em várias técnicas para identificar as vítimas, desde a simples identificação por familiares até métodos complexos como DNA e dactiloscopia. Embora não seja um processo rápido, há a expectativa de concluir todas as identificações até o final de semana. "Não é fácil, mas dentro dessa rotina acreditamos que cumpriremos o prazo", comentou Santos sobre o procedimento.

O que foi discutido na reunião com parlamentares?

Após a reunião com parlamentares, Victor Santos revelou que muitos corpos são de outros estados, o que exige cooperação com as polícias técnicas locais para a obtenção de dados. Esse fator contribui para a demora na divulgação dos nomes das vítimas. Segundo Felipe Curi, secretário de Polícia Civil, a lista será divulgada no "momento oportuno".

A operação foi considerada um sucesso?

Apesar do principal alvo, Doca, não ter sido capturado, a operação conseguiu prender 113 pessoas e apreender materiais valiosos para investigações futuras. Entre os aspectos abordados, está a percepção de que a droga não é a maior fonte de receita para o crime organizado, mas sim a exploração econômica do território, incluindo diversos serviços como internet e energia.

Força-tarefa deve identificar mortos na operação até o fim de semana

Houve vazamento de informação?

Durante a coletiva, foi indagado sobre possíveis vazamentos de informações sobre a operação. Santos minimizou o ocorrido, mencionando que com a mobilização de 2,5 mil policiais, é inevitável que algo seja revelado. No entanto, acredita-se que não foi algo que comprometeu o sucesso da operação.

Foram feitas denúncias de tortura?

As autoridades têm enfrentado acusações de tortura e execuções de rendidos, que foram negadas. As perícias do IML devem esclarecer tais alegações. Um inquérito sobre suposta fraude processual também foi aberto, focando na remoção de pertences dos corpos.

A retirada de cerca de 60 corpos de uma área de mata por moradores levantou questões sobre marcas de tortura, provocando a reação das famílias. Esta situação reforça a tensão em torno da operação e amplia o clamor por investigações independentes.



Com informações da Agência Brasil

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