O desfecho da Operação Contenção no Rio promete novidades ainda esta semana. O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, anunciou uma força-tarefa no IML para concluir a identificação das vítimas fatais da operação nos complexos do Alemão e da Penha, a maior e mais letal dos últimos 15 anos. Mais de 100 identificações já foram concluídas, mas os nomes não foram divulgados ainda. A operação mobilizou 2,5 mil policiais para conter o Comando Vermelho, embora o principal alvo, Edgar Alves de Andrade, ainda esteja foragido.
O resultado da ação, considerado um sucesso por Santos, envolve a prisão de 113 pessoas e a apreensão de materiais que podem revelar esquemas de lavagem de dinheiro. Com uma intervenção dessa magnitude, fica a dúvida: o que mais será revelado nos próximos dias?
Como está acontecendo a identificação das vítimas?
A força-tarefa montada no IML aposta em várias técnicas para identificar as vítimas, desde a simples identificação por familiares até métodos complexos como DNA e dactiloscopia. Embora não seja um processo rápido, há a expectativa de concluir todas as identificações até o final de semana. "Não é fácil, mas dentro dessa rotina acreditamos que cumpriremos o prazo", comentou Santos sobre o procedimento.
O que foi discutido na reunião com parlamentares?
Após a reunião com parlamentares, Victor Santos revelou que muitos corpos são de outros estados, o que exige cooperação com as polícias técnicas locais para a obtenção de dados. Esse fator contribui para a demora na divulgação dos nomes das vítimas. Segundo Felipe Curi, secretário de Polícia Civil, a lista será divulgada no "momento oportuno".
A operação foi considerada um sucesso?
Apesar do principal alvo, Doca, não ter sido capturado, a operação conseguiu prender 113 pessoas e apreender materiais valiosos para investigações futuras. Entre os aspectos abordados, está a percepção de que a droga não é a maior fonte de receita para o crime organizado, mas sim a exploração econômica do território, incluindo diversos serviços como internet e energia.
Houve vazamento de informação?
Durante a coletiva, foi indagado sobre possíveis vazamentos de informações sobre a operação. Santos minimizou o ocorrido, mencionando que com a mobilização de 2,5 mil policiais, é inevitável que algo seja revelado. No entanto, acredita-se que não foi algo que comprometeu o sucesso da operação.
Foram feitas denúncias de tortura?
As autoridades têm enfrentado acusações de tortura e execuções de rendidos, que foram negadas. As perícias do IML devem esclarecer tais alegações. Um inquérito sobre suposta fraude processual também foi aberto, focando na remoção de pertences dos corpos.
A retirada de cerca de 60 corpos de uma área de mata por moradores levantou questões sobre marcas de tortura, provocando a reação das famílias. Esta situação reforça a tensão em torno da operação e amplia o clamor por investigações independentes.
Com informações da Agência Brasil