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BRASIL

Megaoperações geram prejuízos e não trazem paz, apontam especialistas

Recentes operações policiais nos complexos da Penha e do Alemão têm trazido à tona discussões sobre sua eficácia contra o crime organizado e os impactos nos direitos humanos. Segundo a advogada criminalista Lorena Pontes, a operação, embora intensa, não a

30/10/2025

30/10/2025

Recentes operações policiais nos complexos da Penha e do Alemão têm trazido à tona discussões sobre sua eficácia contra o crime organizado e os impactos nos direitos humanos. Segundo a advogada criminalista Lorena Pontes, a operação, embora intensa, não atinge o cerne do problema.

No coração do Rio de Janeiro, uma operação que deveria enfraquecer o crime organizado levanta questionamentos. Com um saldo de 121 mortes, incluindo civis e policiais, e a apreensão de 118 armas, muitos se perguntam se essas ações são realmente a solução. Não é apenas uma questão de estatísticas, mas de entender as raízes do crime, defende Lorena Pontes, que enfatiza a necessidade de políticas públicas integradas e uma articulação eficaz entre diferentes esferas governamentais para enfrentar essa questão multifacetada.

Quais são os reais efeitos das operações policiais?

As operações policiais, embora busquem controlar o crime, têm efeitos que vão além dos números. Para Bruno Medeiros Durão, um especialista em Direito Tributário, esses efeitos reverberam em toda a economia da cidade. A suspensão de serviços e interrupção do tráfego não apenas perturbam o cotidiano, mas também acarretam grandes prejuízos fiscais. "Os custos emergenciais de segurança oneram o contribuinte e afastam investimentos", afirma Durão, ressaltando que a paz social é fundamental para o desenvolvimento econômico.

O que é necessário para combater eficazmente o crime organizado?

De acordo com Lorena Pontes, enfrentar o crime organizado requer mais do que intervenções policiais esparsas. "O crime organizado está profundamente enraizado em redes sociais e econômicas. Medidas pontuais não conseguem desmantelar essa estrutura complexa", argumenta. Pontes sugere uma abordagem coordenada e estratégica, que inclua esforços federais, estaduais e municipais em políticas preventivas e sociais.

Como o crime impacta a economia do Rio de Janeiro?

Os impactos econômicos do crime violento no Rio de Janeiro são profundos. Segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e do Banco Internacional de Desenvolvimento (BID), o estado perde cerca de R$11,5 bilhões anualmente. Além das perdas financeiras, a instabilidade afeta o ecossistema social, minando oportunidades de emprego e desenvolvimento de negócios. "Sem paz, não há desenvolvimento econômico sustentável", reforça Durão.

*(Imagem meramente ilustrativa: Operação Policial no Rio de Janeiro)*

*Estagiária sob supervisão do jornalista Gilberto Costa



Com informações da Agência Brasil

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