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BRASIL

Polícia divulga perfis dos mortos; 17 não tinham histórico criminal

No domingo à noite, a Polícia Civil do Rio de Janeiro liberou imagens de 115 das 117 pessoas mortas na Operação Contenção, que ocorreu na última terça-feira (28/9) nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. Dentre as vítimas, grande parte tinh

03/11/2025

03/11/2025

No domingo à noite, a Polícia Civil do Rio de Janeiro liberou imagens de 115 das 117 pessoas mortas na Operação Contenção, que ocorreu na última terça-feira (28/9) nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. Dentre as vítimas, grande parte tinha ligações com o Comando Vermelho, e 54% eram oriundas de fora do estado, segundo a polícia.

Conforme um comunicado enviado à imprensa, mais de 95% das vítimas pertenciam a essa facção criminosa, enquanto apenas dois laudos foram considerados inconclusivos. O grande número de identificações enfatiza a magnitude e o impacto da operação nos grupos criminosos.

Quem são os "neutralizados" e de onde vêm?

A lista divulgada nomeia os mortos como "neutralizados", indicando que 97 deles tinham históricos criminais relevantes; 59 possuíam mandados de prisão pendentes. Entretanto, admitir que 17 dessas vítimas não tinham antecedentes, mas 12 apresentavam indícios de envolvimento com o tráfico de drogas, levanta questões sobre a complexidade das ações policiais.

Entre os "neutralizados", 62 são de outros estados, incluindo: Pará (19), Amazonas (9), Bahia (12), e vários outros, ilustrando a movimentação interestadual do crime organizado.

Por que "Doca" escapa da captura?

Apesar do foco da operação ser Edgar Alves de Andrade, o "Doca", líder do Comando Vermelho, ele permanece foragido seis dias após a operação. Isso destaca a persistência e organização das facções que operam no Rio, abrangendo líderes de 11 estados diferentes.

Outro ponto polêmico é que, apesar do elevado número de mortos, nenhuma dessas pessoas foi formalmente denunciada à Justiça pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. De olho na legalidade das operações, a OAB do Rio de Janeiro criou um observatório para monitorar a conformidade legal das ações policiais.

O que o Ministro Alexandre de Moraes está fazendo no Rio?

Polícia divulga perfis dos mortos; 17 não tinham histórico criminal
Brasília (DF), 21/10/2025 - Ministro Alexandre de Moraes se reúne nesta segunda-feira com autoridades do Rio de Janeiro. Foto: Rosinei Coutinho/STF - Rosinei Coutinho/STF

O Ministro Alexandre de Moraes, do STF, encontra-se no Rio para uma série de encontros com autoridades locais sobre a incidência do crime organizado na região. A agenda inclui desde reuniões com o governador e autoridades da segurança pública até encontros com o Tribunal de Justiça, Ministério Público e a prefeitura do Rio.

Ontem, Moraes determinou a preservação integral das provas relacionadas à Operação Contenção, ressaltando a importância da devida investigação e o respeito aos direitos humanos durante as operações de segurança pública.



Com informações da Agência Brasil

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