Você já parou para pensar no impacto real das mudanças climáticas em nosso cotidiano e no futuro do planeta? Hoje, na Cúpula de Líderes da COP30, realizada em Belém, a discussão não foi dominada apenas pelas vozes políticas. A ciência desempenhou um papel crucial, trazendo à tona dados e preocupações que não podemos mais ignorar.
Nesta quinta-feira (6), Celeste Saulo, a secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial, destacou algo alarmante: as transformações que testemunhamos na Terra são inegáveis. Citando dados que refletem a realidade atual, ela enfatizou o aumento da temperatura média e a alta concentração de gases de efeito estufa que estamos enfrentando.
Qual é o papel da ciência na COP30?
A fala de Saulo não apenas alertou sobre o aumento da temperatura média em 2025, mas ressaltou a importância de acordos globais como o Acordo de Paris. “A temperatura média em janeiro de 2025 foi de mais ou menos 1,42°C acima de níveis pré-industriais”, afirmou, destacando a emergência de limitar esse aquecimento. A ciência aponta para a urgência de ações globais para evitar desastres climáticos ainda maiores.
O que impede avanços na conservação dos oceanos?
Outro ponto crucial abordado foi o discurso de Marinez Scherer, especialista enviada da presidência da COP30 para tratar dos Oceanos. Ela destacou a falta de financiamento para a preservação marinha, enquanto os oceanos enfrentam acidificação, aumento do nível do mar e colapso de ecossistemas. "Menos de 1% do financiamento climático apoia soluções oceânicas", disse ela, enfatizando a necessidade urgente de mudar esse cenário.
Por que Belém é um ponto estratégico nesta discussão?
A cidade de Belém foi celebrada como um importante ponto de encontro entre dois ecossistemas cruciais: a Floresta Amazônica e o Oceano Atlântico. Marinez Scherer destacou que a COP30 poderia ser um marco para avanços na conservação dos oceanos. Ela lembrou que estes biomas são essenciais não somente para o equilíbrio climático global, mas também para o sustento de inúmeras famílias ao redor do mundo.
Como a COP30 pode impactar o futuro do nosso planeta?
Os discursos de Saulo e Scherer na COP30 reforçam a necessidade de decisões coletivas e urgentes. Com os oceanos cobrindo 70% da superfície da Terra e desempenhando um papel vital na regulação do clima e na produção de oxigênio, ignorar a sua preservação é comprometer gravemente o nosso futuro. O encontro de líderes em Belém pode ser a faísca necessária para reverter o curso atual e adotar soluções sustentáveis e efetivas.
Com a presença de duas potências naturais, a Amazônia e o Atlântico, a COP30 promete não ser apenas mais uma conferência, mas um chamado à ação para proteger o nosso planeta. Como você enxerga o papel do Brasil e do mundo nesse desafio global? Os próximos anos podem ser decisivos. O que você está disposto a fazer para garantir um futuro melhor no único planeta que conhecemos?
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Com informações da Agência Brasil