O segundo dia da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas está repleto de atividades que prometem grandes discussões e revelações para o futuro do nosso planeta. Entre os destaques do dia, está o aguardado "Relatório Global de Monitoramento do Resfriamento 2025", elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que será apresentado na Zona Azul, o coração das negociações oficiais. Além disso, a abertura dos eventos paralelos indígenas promete trazer à tona vozes importantes e uma reflexão indispensável sobre os impactos das mudanças climáticas nas comunidades tradicionais.
Nesta terça-feira, são esperados 118 eventos, incluindo mesas redondas, debates e apresentações que cobrem uma ampla gama de temas. Se você está acompanhando de perto, vale a pena ficar atento ao que as autoridades brasileiras têm a dizer e às iniciativas que estão sendo propostas para enfrentar os desafios climáticos.
O que as autoridades brasileiras estão fazendo na COP30?
Representando o Brasil, diversas autoridades estarão participando ativamente de eventos e debates ao longo do dia. O ministro das Cidades, Jader Filho, por exemplo, terá um dia agitado participando de eventos que giram em torno de Águas, Financiamentos, Habitação e Saneamento Básico. No final da manhã, ele estará em uma reunião de Alto Nível de Governança, discutindo políticas e estratégias significativas para o futuro do país.
Enquanto isso, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, participará de um workshop essencial focado em acelerar as soluções para mitigar os efeitos das mudanças climáticas contra a fome e a pobreza, temas que estão intrinsecamente ligados.
Quais diálogos estão acontecendo na Zona Verde?
A Zona Verde, espaço reservado para a sociedade civil e instituições, também está fervilhando de atividades críticas. A ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, junta-se a Frederico Siqueira, ministro das Comunicações, em um diálogo sobre o programa de cidadania Marajó. Mais tarde, Macaé Evaristo empreenderá um importante debate sobre a Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, com participação de defensores do sul global e moderação do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos.
Qual é a importância da Aldeia COP?
Em um momento muito aguardado, a ministra Macaé Evaristo também estará presente na abertura da Aldeia COP. Este espaço é considerado o principal ponto de convivência, hospedagem e mobilização dos povos indígenas durante a COP30, prevendo acolher cerca de 3 mil pessoas entre delegações indígenas nacionais e internacionais, reforçando a importância e a contribuição dos povos tradicionais na discussão climática global.
À medida que o dia transcorre, cada discussão e apresentação na COP30 molda as soluções futuras para as adversidades climáticas, sublinhando a importância e a urgência destas conversas para o nosso planeta.
Com informações da Agência Brasil