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BRASIL

ONU alerta: capacidade global de resfriamento deve triplicar até 2050

Você já sentiu o impacto do calor crescente, ano após ano? Enquanto o planeta aquece, nosso modo de garantir conforto em meio ao calor precisa evoluir rapidamente. Um relatório recente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente trouxe à tona um da

11/11/2025

11/11/2025

Você já sentiu o impacto do calor crescente, ano após ano? Enquanto o planeta aquece, nosso modo de garantir conforto em meio ao calor precisa evoluir rapidamente. Um relatório recente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente trouxe à tona um dado alarmante: até 2050, a capacidade global de resfriamento deve triplicar para conter o aumento das temperaturas. Este alerta foi emitido durante a COP30, realizada em Belém, no Pará, servindo como um chamado à ação para governos e sociedade.

O estudo destaca que, se nada mudar, o consumo energético com refrigeradores poderá triplicar, atingindo impressionantes 68 terawatts. Isso não significa apenas um aumento no uso, mas sim um potencial devastador se não houver medidas para conter o aquecimento global. A questão é: como manter o planeta mais fresco sem onerar ainda mais o consumo energético?

Por que o acesso ao resfriamento ainda é um desafio?

Você pode não perceber, mas cerca de 3 bilhões de pessoas podem continuar sem acesso adequado a sistemas de resfriamento até 2050. Por isso, o relatório sugere um caminho alternativo: priorizar soluções passivas de resfriamento, como sombreamento natural, árvores urbanas, ventilação e superfícies refletivas. Essas medidas não só são mais sustentáveis como também mais eficientes a longo prazo.

Quais são as ações do Brasil frente ao calor?

Sendo a sede da COP30, o Brasil está promovendo campanhas para combater o calor excessivo e desenvolver soluções sustentáveis em nível local e nacional. Um exemplo é a cidade de Barcarena, no Pará, que aderiu a uma plataforma de combate ao calor e já colhe frutos com essa parceria. Como afirmou o prefeito Renato Ogawa, essa iniciativa trouxe avanços consideráveis para a cidade.

Quais os impactos do aumento das temperaturas?

Adalberto Maluf, Secretário Nacional de Meio Ambiente Urbano, destaca diferenças preocupantes: "O Pantanal experimentou um aumento de 1,8 grau, levando ao menor nível de água superficial já registrado. Na Amazônia, o aumento de 2,5 graus em 2024 impulsionou assustadoramente os incêndios florestais em áreas que raramente queimavam antes".

Como os países estão se preparando para o futuro?

Até agora, 134 nações já incluem o resfriamento em suas Contribuições Nacionalmente Determinadas, parte essencial das ações para atingir as metas do Acordo de Paris. Contudo, apenas 54 possuem regulamentações completas nesse setor, envolvendo normas de construção, eficiência energética e uma transição ágil para novos métodos de refrigeração.

Quais são os desafios no Brasil relacionados ao resfriamento?

O Brasil ainda enfrenta desafios significativos: cerca de um terço das escolas no país têm sistemas de resfriamento. Em algumas áreas, esse número é crítico, como em estados onde apenas 3% das instituições de ensino dispõem de tal infraestrutura. Isso aponta para a urgência em políticas públicas voltadas para a igualdade e acessibilidade nos serviços de resfriamento.



Com informações da Agência Brasil

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