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Ato na UFPA enterra simbolicamente combustíveis fósseis

O coração vibrante de Belém irá pulsar forte nos próximos dias. O campus da Universidade Federal do Pará (UFPA) se prepara para abrigar uma série de eventos marcantes que integram a Cúpula dos Povos, iniciando nesta quarta-feira, 12 de novembro. O dia pro

12/11/2025

12/11/2025

O coração vibrante de Belém irá pulsar forte nos próximos dias. O campus da Universidade Federal do Pará (UFPA) se prepara para abrigar uma série de eventos marcantes que integram a Cúpula dos Povos, iniciando nesta quarta-feira, 12 de novembro. O dia promete ser intenso, com uma programação repleta de manifestações culturais e atos políticos que prometem envolver diversos movimentos sociais e lideranças de povos tradicionais.

Um dos destaques da programação é a manifestação artística comandada pela professora Inês Antônia Santos Ribeiro. Como educadora na Escola de Teatro e Dança da UFPA e coordenadora do programa de extensão Alto do Círio, vinculado ao icônico Círio de Nazaré, Inês traz uma proposta instigante e carregada de significado cultural e político.

Quais simbolismos marcam a abertura da cúpula?

Durante a abertura da Cúpula dos Povos, ocorreu um ato simbólico conhecido como o “Funeral dos Combustíveis Fósseis”. Através de uma representação envolvente, onde indivíduos formavam o corpo de uma cobra, denunciou-se os efeitos nocivos que combustíveis fósseis como petróleo, gás natural e carvão mineral têm sobre o clima.

A Boiuna, famosa na cultura amazônica como a cobra grande, foi escolhida como símbolo desse evento. Ela representa não apenas a cultura local, mas uma esperança de abrir caminhos para demandas urgentes das populações amazônicas.

“A nossa intenção é que a Boiuna enterre os combustíveis fósseis. Já que ela está embaixo de Belém sustentando essa terra, ela vai afundar, vai levar, vai engolir simbolicamente os combustíveis fósseis”, explicou Inês.

De que forma a manifestação artística está sendo utilizada no evento?

A professora Inês acredita no poder da arte como veículo de conscientização. "A arte é política, a arte é cultura. Pelos seus símbolos, ela pode representar a grande mensagem que queremos passar: de que somos vítimas de uma violência climática", afirma. A arte, segundo ela, transcende palavras ao sensibilizar e mobilizar a população para a urgência de mudar o comportamento humano em relação ao planeta.

Ato na UFPA enterra simbolicamente combustíveis fósseis

O que esperar dos eventos da cúpula?

A Cúpula dos Povos não se limitará a um único evento. Estendendo-se até 16 de novembro, paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), estas manifestações visam congregar aqueles que usualmente não participam das tomadas de decisões principais. A intenção é reunir forças e gerar um documento capaz de sensibilizar líderes globais em relação a compromissos significativos contra o aquecimento global e a injustiça climática.

O dia de abertura começou de forma marcante, com uma barqueata pelas águas da Baía do Guajará. Mais de 5 mil pessoas em cerca de 200 embarcações participaram, conforme os organizadores relataram. Durante esse evento, a embarcação principal destacava músicas, poesias e bandeiras de luta apresentadas por tradições culturais e movimentos sociais.

Quais discussões serão abordadas nas salas de debate?

Na UFPA, os organizadores acolheram diversas delegações de movimentos sociais. As discussões que ocorrerão abordarão temas de transição energética e interseccionalidade que cobrem gênero, raça, classe e território. Além disso, acontecerá também uma roda de “artivismo” feminista popular e antirracista, criando um espaço para uma troca enriquecedora de ideias e soluções possíveis.



Com informações da Agência Brasil

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